O QUE A PÁSCOA TEM A VER COM O GÊNESIS?

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O QUE A PÁSCOA TEM A VER COM O GÊNESIS?

É seguro dizer que os eventos registrados em Gênesis são a base sobre a qual todo o evangelho é construído.


Isso é exatamente o que vemos quando olhamos para a Páscoa. Tudo o que Jesus fez durante aquela semana foi feito para restaurar o relacionamento que Adão perdeu no início dos tempos. Aqui estão três maneiras importantes pelas quais Gênesis está vinculado à morte e ressurreição de Jesus:



1. Deus disse a Satanás que um filho de Eva um dia o destruiria


"E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" - Gênesis 3.15


É importante lembrar que a Páscoa é, em última análise, uma batalha espiritual entre Cristo e Satanás. Quando Deus amaldiçoa a serpente no jardim, Ele se dirige a Satanás, que foi realmente o responsável pela tentação e queda do homem.


Podemos apenas imaginar o que Adão e Eva estavam pensando: quem seria esse Filho? E quando Ele viria?


Cerca de 4 mil anos depois, a batalha se inicia quando o Espírito Santo transporta Jesus ao deserto para enfrentar Satanás: Jesus deve mostrar que não cairá em pecado como Seu pai humano (Adão). Vemos a mesma batalha em Suas interações com os endemoninhados, nos comentários dos discípulos e na ira dos fariseus e saduceus.


Essa luta espiritual aumenta de intensidade, culminando com a entrada de Satanás em Judas para colocar em movimento os eventos que levariam à crucificação. Este foi o cumprimento de Satanás ferindo o calcanhar de Jesus; A ressurreição de Jesus foi o cumprimento de Sua ferida na cabeça de Satanás.


É uma contusão que continua através do trabalho espiritual da igreja. Como Paulo diz aos cristãos em Roma: E o Deus de paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés ..." - Romanos 16.20



2. A ressurreição de Cristo desfez a sentença de morte imposta a Adão e seus filhos


Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem" - I Coríntios 15.21


O poder que Satanás tinha sobre o homem era o julgamento da morte que Deus proclamou contra Adão em Gênesis. Todos entendem inatamente que a morte é nosso grande inimigo. Qualquer pessoa que viu um ente querido morrer ou viu o flagelo da morte em uma cultura sabe que a morte é má.


É por isso que a genealogia de Adão a Noé em Gênesis 5 está repleta da batida dos tambores da morte: "e morreu ... e morreu ... e morreu ... e morreu ..." Mesmo que esses homens vivessem vidas notavelmente longas, com exceção de Enoque, todos eles morreram.


Isso revela um aspecto-chave da genealogia: ela pretende registrar uma história real da morte. Não há nada parecido no mundo antigo, onde os relacionamentos entre pais e filhos são fornecidos em detalhes cronológicos específicos para nos lembrar que o homem nunca foi destinado a morrer.


No entanto, demoraria cerca de 4 mil anos até que Cristo viesse resolver este problema essencial delineado no Gênesis. Paulo revelou a conexão, trazendo-o à tona em suas cartas repetidas vezes: não se pode ler Romanos 5 ou I Coríntios 15 sem observar que o relacionamento entre Adão e Jesus é o relacionamento central da história humana.


Felizmente, é um relacionamento que resulta em vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor" - Romanos 5.21 



3. Deus está nos recriando com o mesmo poder que usou para criar o mundo


E no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro ..." - João 20:1


Não é por acaso que Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana. A recriação do mundo começa no mesmo dia em que Deus criou o mundo pela primeira vez. Esta é outra razão pela qual uma história de bilhões de anos do universo é irreconciliável com a história registrada na Bíblia. Tudo se conecta aos dias específicos da criação explicados em Gênesis 1.


Isso inclui o sexto dia da criação. Apenas alguns versículos antes, João nos diz que: "E havia um jardim naquele lugar onde fora crucificado, e no jardim um sepulcro novo, em que ainda ninguém havia sido posto" - João 19.41


Não é uma coincidência vermos Deus dando a Cristo Seu corpo ressuscitado em um lugar que espelha o lugar onde Adão recebeu seu corpo pela primeira vez.


Os jardins são verdadeiramente imagens de vida abundante. Assim como Jesus foi tentado em um deserto, a imagem do reino de Satanás, Ele também foi ressuscitado em um jardim, a imagem de Seu próprio reino de vida abundante.


Mas há ainda mais. O poder da ressurreição que Deus usou para ressuscitar Cristo dos mortos é o mesmo poder que Ele usa para transformar cada um de nós de volta à Sua imagem não caída.


Como nos diz Paulo, referindo-se ao primeiro dia da criação: "Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo. Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós" - II Coríntios 4.6,7


Como o 'conhecimento' na Bíblia sempre reside no coração, a Páscoa é, em última análise, sobre quebrar nosso relacionamento com Satanás e restaurar nosso relacionamento com Deus. É muito mais do que podemos compreender, assim como os benefícios para nós são muito maiores do que podemos entender.


Para encerrar... Nossa redenção em Cristo está tão intrinsecamente conectada com os primeiros capítulos de Gênesis que é impossível interpretá-los de outra forma que não seja como um registro preciso da história.


O evangelho baseia-se no fundamento de Gênesis. E nos diz que a Páscoa foi claramente planejada desde o início de nossa história. Isso é algo que todos devemos comemorar.


Fonte: https://isgenesishistory.com/3-unexpected-ways-to-to-see-easter-in-genesis/

Thomas Purifoy Jr, Autor do Artigo.

Traduzido por Rodrigo H. C. Oliveira

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