A PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO

 POR RODRIGO H. C. OLIVEIRA


“Amar ao próximo inclui amar até mesmo aqueles que nos aborrecem, pois encontramos em Deus o maior exemplo de que tal amor é possível” – Wagner Tadeu Gaby

Acerca do amor ao próximo, encontramos no Evangelho de Jesus, segundo escreveu Lucas, uma das mais belas e conhecidas parábolas da Bíblia: A Parábola do Bom Samaritano (cf. Lc 10.25-37).

Nela observamos que certo doutor da lei interrogou Jesus a fim de tentá-lo e pô-lo à prova, e dirigindo-se a Cristo, perguntou: “Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” Ao passo que Jesus lhe respondeu: “Que está escrito? Como lês?”

Sendo aquele homem um profundo conhecedor da Lei, citou, pois, os livros de Deuteronômio e Levítico:

“Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e toda a tua alma, e de todas as tuas forças” – Deuteronômio 6.5

“Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo, Eu sou o SENHOR” – Levítico 19.18

Então, disse-lhe Jesus: “Respondeste bem; faze isso e viverás” – Lucas 10.28

Porém, o verso 29 nos esclarece qual era o problema daquele homem. Na verdade, sua intenção era a de pôr Jesus à prova. Mas tudo o que conseguiu foi cair em sua própria armadilha.

O fato é que aquele doutor foi profundamente confrontado por Jesus. Uma grande verdade foi trazida à tona: Nada vale conhecer a Palavra de Deus se não estamos dispostos a obedecê-la e pô-la em prática.

Em outra ocasião Jesus ensinou: “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelha-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha” – Mateus 7.24

De igual modo, Tiago, irmão de Jesus e um dos colunas da Igreja em Jerusalém, nos ensinou: “E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” – Tiago 1.22

Também no capítulo 2, verso 8: “Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás o teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis”.

Aquele homem, no entanto, não sendo um cumpridor da Palavra, procurou justificar-se dizendo: “... quem é o meu próximo?”


O BOM SAMARITANO

Jesus, então, lhe contou uma história. Certo homem, descendo de Jerusalém para Jericó, caiu nas mãos dos salteadores que o despojaram, espancaram e se retiraram, abandonando aquele homem já meio morto.

Um sacerdote também passou por ali, e vendo-o, passou de largo. Da mesma maneira também o fez um levita, e vendo-o, passou de largo.

Entretanto, um samaritano que ia de viagem chegou ao pé dele, e observando-o, moveu-se de íntima compaixão para com aquele homem.

Ele não apenas teve pena, mas sentiu, dentro de si mesmo, a dor daquele desconhecido. Então, movido pelo amor, atou-lhe as feridas, aplicando-lhes azeite e vinho. Pôs aquele homem sobre sua cavalgadura e levou-o para uma estalagem, onde cuidou dele.

No dia seguinte, antes de partir, “tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele, e tudo o que de mais gastares eu to pagarei, quando voltar” (v. 35).


O DESFECHO

Jesus, então, volta-se para o doutor da Lei e lhe questiona: “Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?” (v. 36).

O doutor, então, respondeu: “o que usou de misericórdia para com ele”. Ao passo que Jesus concluiu,vai e faze da mesma maneira” (v. 37).

Ora, que grande lição! Os judeus possuíam um preconceito muito profundo e amargurado quanto aos samaritanos. Era algo tão enraizado que o doutor da lei, aqui, sequer pronuncia a palavra “samaritano”.

No entanto, a atitude daquele bom samaritano demonstrou que o amor ao próximo supera todo o tipo de barreira, quer sejam barreiras erguidas pelo preconceito, pelas mágoas, ou pelas intrigas.

O nosso próximo, conforme fica claro, é toda e qualquer pessoa que está perto de nós. São todos os que estão ao nosso redor. O amor transpassa os muros denominacionais, culturais, sociais e raciais.

Não cabe, na vida do cristão, acepção de pessoas. Muito pelo contrário!

Devemos, pois, evidenciar através do amor que nós realmente somos discípulos de Cristo: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” – João 13.34,35


O MAIOR EXEMPLO DE AMOR

Assim como o samaritano dessa história, um dia Jesus nos observou e nos viu sem vida. Estávamos secos, mortos em nossas próprias ofensas e pecados.

Mesmo assim, Ele moveu-se de íntima compaixão para conosco. Atou-nos as nossas feridas, deu-nos Seu Espírito Santo e cuidou de nós.

Jesus é o bom pastor que entregou a própria vida em favor das ovelhas. O preço já foi pago. Hoje temos à disposição o abrigo seguro de Sua estalagem, o sustento santo de Sua Palavra e o vinho da alegria do Seu Espírito.

Nada nos falta “porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito...” – João 3.16

“Conhecemos o amor nisto: Que ele deu a sua vida por nós”, imitemos, portanto, o exemplo. Sabendo que “nós devemos dar a vida pelos irmãos” – I João 3.16

Sendo assim, “meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas em obra e verdade” – I João 3.18

Atentemo-nos, pois, para a mensagem que foi pregada desde o princípio: “Que nos amemos uns aos outros” – I João 3.11


Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo!


Obs: gostou desse conteúdo? Leia também "O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE O PERDÃO?" clicando aqui.


REFERÊNCIAS

Bíblia Sagrada. Almeida Corrigida Fiel.
SNODGRASS, Klyne. Compreendendo Todas as Parábolas de Jesus; CPAD.
Lições Bíblicas. As Parábolas de Jesus - As Verdades e Princípios Divinos Para Uma Vida Abundante. 4º Trimestre de 2018; CPAD.




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