A CIÊNCIA É UMA AUTORIDADE SUPREMA?

 

A Ciência é Uma Autoridade Suprema?

Às vezes, é útil olharmos para a história da ciência e da interpretação bíblica ao mesmo tempo.

 
Na Inglaterra do século 19, novas visões apresentadas por geólogos e paleontólogos convenceram alguns pastores e estudiosos da Bíblia a interpretarem o livro de Gênesis de acordo com uma terra velha, ou seja, de acordo com a ideia de processos que ocorreram ao longo do tempo, em bilhões de anos, e (em alguns casos) a interpretarem o dilúvio como sendo local. Na época, esses geólogos apontavam para a situação com Galileu e a Igreja no século 16, dizendo que a situação com a geologia e a idade da terra era a mesma. "Ninguém deveria usar a Bíblia para influenciar a ciência". (Eu tenho ouvido o mesmo argumento nos dias de hoje).


CHARLES LYELL, GEólogo


Existe, com certeza, uma importante diferença. Galileu estava falando sobre algo que estava acontecendo naquele momento, no presente, era algo que podia ser observado (a rotação da terra em torno do sol); já os geólogos e paleontólogos na Inglaterra falavam sobre algo que aconteceu no passado, algo que não podia ser observado. Ao contrário de Galileu, esses primeiros cientistas estavam olhando para as camadas rochosas e fósseis e, em seguida, interpretando-as de acordo com as novas suposições acerca do modo que a terra se desenvolveu e sua consequente idade.

É por isso que a geologia e a paleontologia são consideradas ciências históricas. São ciências que procuram explicar eventos que não estão acontecendo agora. Mas, como todas as áreas da ciência, elas também se baseiam em várias suposições. Na verdade, uma rápida leitura da história da geologia e da  paleontologia revela que muitas das suposições e conclusões desses primeiros cientistas não são mais sustentadas hoje em dia; de fato, tais conclusões, em face dos novos conhecimentos científicos adquiridos nos dias de hoje, têm sido substituídas por outras mais modernas.


GEORGES CUVIER, naturalista

Isso é o que podemos observar em todas as áreas da ciência. Ao longo do tempo, as visões dos cientistas são constantemente substituídas, muitas vezes contradizendo o que antes era considerado como verdadeiro. A história real da ciência não revela uma progressão direta do conhecimento - como frequentemente é apresentado nos livros didáticos. Em vez disso, mostra que o pensamento científico é uma série de "paradigmas" em mudança, ou formas de interpretar os conjuntos de dados que estão sempre em crescimento e,  necessariamente, sendo reavaliados.

Em muitos casos, uma nova ideia substitui completamente uma ideia anterior acerca do mundo. Se alguém está observando a história da física, geologia ou biologia, esse alguém vê uma série fascinante de mudanças e movimentos que nos fazem pensar como alguém pode entender que a ciência é uma autoridade suprema. Afinal, se nossas visões de mundo mudaram tanto desde 1950, e ainda mais desde 1900, e radicalmente desde 1850, então,  por que alguém pensaria que as nossas visões não irão mudar tanto (se não muito mais) por volta de 2050, 2100 ou 2150?

A História Não Muda

É por isso que a história é tão importante. Os eventos da história nunca mudam. Nós não discutimos se Júlio César ou George Washington realmente existiram; nós não nos perguntamos se a Convenção Constitucional realmente ocorreu na Filadélfia. Podemos até não conhecer todos os aspectos de todas essas pessoas e eventos, mas sabemos que existe uma absoluta estabilidade neles. Ninguém pode mudar o que realmente aconteceu na história.

É por isso que a Bíblia é um livro de história, e não de ciência. Os eventos registrados nela podem ter um impacto na ciência, mas eles não mudam como a ciência muda. É também por conta disso que a Bíblia usa genealogias para rastrear a passagem do tempo: os relacionamentos biológicos entre pais e filhos jamais podem ser alterados. A Bíblia traz registros de pessoas reais e eventos reais em tempo real. E o que aconteceu na história não pode ser alterado.

Por outro lado, podemos ter certeza de que as ideias científicas têm mudado e vão continuar mudando. Esta é a razão do por que nós não podermos usá-las para interpretar a Bíblia.


ADAM SEDGWICK, GEólogo

Considere o que aconteceu na Inglaterra do século 19. Muitos dos primeiros geólogos e paleontólogos eram, na verdade, cristãos que abraçaram a visão chamada de “criação progressiva”: na qual Deus teria usado uma série de eventos ao longo das eras para criar e povoar o mundo (eles não tinham certeza de quanto tempo exatamente, mas diziam que se tratava de muito mais do que a Bíblia apresentava). Apesar de aceitarem longas eras, eles rejeitavam a ideia de que a evolução biológica fosse incompatível com a Bíblia.

Em 1844, no entanto, um livro foi publicado com o título de “Os Vestígios da História Natural da Criação”. Tal livro defendia a evolução do universo, da terra, dos animais e do homem. Era extremamente popular, mas não foi considerado cientificamente preciso. Vários dos geólogos cristãos se manifestaram contra. No entanto, isso abriu caminho para um trabalho muito mais importante de Charles Darwin intitulado de “A Origem das Espécies” em 1859.

Dentro de uma geração após a publicação desses dois livros, as visões acerca da história do mundo defendidas pelos geólogos anteriores foram substituídas pelas visões de Darwin e seus seguidores.

Mas e o Gênesis? Assim como os geólogos cristãos influenciaram novas interpretações do Gênesis, um conjunto totalmente novo de interpretações começou a aparecer, explicando os primeiros capítulos do Gênesis à luz da evolução. Na verdade, um cientista americano chamado Asa Gray (amigo próximo de Darwin), foi um dos primeiros a defender o evolucionismo teísta como fator norteador da evolução. Darwin não ligou muito para essa visão, mas ela se tornou popular entre muitos cristãos dos dois lados do Atlântico.


ASA GRAY, BOtânico

Substituindo Uma História Por Outra

A questão é esta: não há nada realmente novo no mundo. Existem alguns cristãos hoje que dizem que nós devemos usar as descobertas atuais da ciência para interpretar a Bíblia. Dentre eles, alguns querem voltar à criação progressiva, outros defendem o evolucionismo teísta. Ambos os grupos estão substituindo a história narrada no Gênesis por uma história de sua própria criação.

A única solução é os cristãos reconhecerem que a Bíblia nos dá uma história precisa do mundo, desde a Criação até a consumação do Reino de Cristo. Gênesis é tão importante quanto o Êxodo, Reis, Mateus ou Atos. Na verdade, pode-se dizer que é o mais importante para a história do mundo, uma vez que explica a origem de tudo.

E como o Gênesis se relaciona com o mundo natural ao nosso redor? Este é o ponto do documentário “Is Genesis History?”. Ele examina diferentes linhas de evidências científicas para mostrar que é bastante razoável aceitar a Bíblia como um livro de história exata. Longe de ser exaustivo, o documentário é uma introdução para ver o mundo à luz do Gênesis. Como vários cientistas apontam, ainda há muito trabalho a ser feito.

Afinal, o mundo no qual vivemos é inimaginavelmente complexo. Qualquer físico, biólogo ou geólogo honestos irão te contar que nós entendemos apenas uma pequena porcentagem do mundo natural. À medida que o nosso conhecimento aumentou, também aumentou a nossa admiração da imensidão e complexidade do universo em todos os níveis, desde o atômico ao galáctico.

Essa complexidade remonta ao início. Isso significa que a melhor maneira de entender o que aconteceu é contar com um registro histórico que é confiável e autoritativo. Isso não significa que tudo será fácil de entender - não será. A história da ciência também nos mostra que tentar entender o mundo exige tempo, esforço e inteligência. O fato de que a maioria dos cientistas mais brilhantes da história foram cristãos que confiavam no Gênesis deveria, portanto, ser fato de encorajamento para nós. Talvez essa circunstância volte a ser realidade um dia.

Até lá, cristãos devem se esforçar para compreender o mundo natural da melhor forma que eles podem à luz do relato de Gênesis. Esperamos que o nosso documentário seja um ponto de partida útil para você.

 

Para assistir ao documentário "Is Genesis History?" clique aqui. E não se esqueça de ativar a legenda.

 

, Autor do Artigo.

Traduzido por Jefferson Miranda

Fontehttps://isgenesishistory.com/science-authority/

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