O CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO

  POR DENNIS PRAGER


Quando fiz meus estudos de pós-graduação no Instituto do Oriente Médio, na Escola de Assuntos Internacionais da Universidade de Columbia, participei de vários cursos acerca dos conflitos envolvendo Israel e Palestina.

Semestre após semestre, estudávamos o conflito do Oriente Médio como se fosse o conflito mais complexo do mundo - quando, na verdade, é provavelmente o conflito mais fácil de ser explicado. Ele pode ser o mais difícil de ser resolvido, mas é o mais fácil para se explicar.

Em poucas palavras, é isto: um lado quer que o outro lado seja morto.

Israel quer existir como um Estado Judeu e viver em paz. Mas não só isso, Israel também reconhece o direito dos palestinos de ter seu próprio Estado e viver em paz. O problema, no entanto, é que a maioria dos palestinos, muçulmanos e árabes não reconhecem o direito do Estado Judeu de Israel existir.

Isso tem sido a verdade desde 1947, quando as Nações Unidas votaram para dividir a terra chamada Palestina em um Estado Judeu e um Estado Árabe.

Os judeus aceitaram a divisão das Nações Unidas, mas nenhum país árabe ou muçulmano a aceitou.

Quando o domínio britânico terminou, em 15 de Maio de 1948, os exércitos de todos os estados árabes vizinhos (Líbano, Síria, Iraque, Transjordânia e Egito) atacaram o Estado de Israel - no dia seguinte à sua criação - a fim de destruí-lo por completo.

Mas, para a surpresa de todos, o pequeno Estado Judeu sobreviveu.

Depois, aconteceu novamente. Em 1967, o ditador do Egito, Gamal Abdel Nasser, anunciou seu plano para, em suas palavras, “destruir Israel”. Ele colocou tropas egípcias na fronteira de Israel, e os exércitos dos países árabes vizinhos também foram mobilizados para o ataque. Entretanto, Israel atacou preventivamente o Egito e a Síria. Mas não atacou a Jordânia, aliás, pediu ao rei que não se juntasse à guerra. Mas ele se juntou. E foi só por causa disso que Israel assumiu o controle de territórios da Jordânia, especificamente da “Cisjordânia”, ao lado do rio Jordão.

Logo após a guerra, os Estados Árabes se reuniram em Cartum, no Sudão, e anunciaram seus famosos três "nãos": Não ao reconhecimento, não à paz e não às negociações.

O que Israel deveria fazer?

Bem, uma coisa que Israel fez, pouco mais de uma década depois, em 1978, foi dar toda a Península do Sinai - uma área de terra com petróleo e extensão maior do que a do próprio Israel - de volta ao Egito, e isso porque o Egito, sob nova liderança , assinou um acordo de paz com Israel.

Ou seja, Israel abriu mão de terras em favor da paz com o Egito. Na verdade, Israel sempre esteve disposto a fazer o mesmo com os palestinos. Tudo o que os palestinos teriam que fazer é reconhecer Israel como um Estado Judeu e viver em paz com ele.

Mas quando Israel propôs trocar terras pela paz - como fez no ano de 2000, ao concordar em dar aos palestinos um Estado soberano em mais de 95% da Cisjordânia e em toda a área de Gaza - a liderança palestina rejeitou a oferta e, em vez disso, respondeu enviando ondas de terroristas suicidas para o território de Israelense.

Enquanto isso, o rádio, a televisão e os currículos escolares dos palestinos continuam repletos de glorificação aos terroristas e demonização dos judeus. Sem falar nas mensagens propagadas diariamente pregando que Israel deve deixar de existir.

Portanto, não é difícil explicar a disputa e os conflitos no Oriente Médio. Um lado quer o outro lado morto. O lema do Hamas (os governantes palestinos de Gaza) é: “Amamos a morte tanto quanto os judeus amam a vida”.

Existem 22 países árabes no mundo - que se estendem do Oceano Atlântico ao Oceano Índico. Mas só existe um “Estado Judeu” no mundo. E é mais ou menos do tamanho de Nova Jersey. Na verdade, o minúsculo El Salvador é maior do que Israel.

Finalmente, pense sobre estas duas perguntas: Se, amanhã, Israel baixasse as armas e anunciasse: “Não lutaremos mais”, o que aconteceria? E se os países árabes ao redor de Israel baixassem as armas e anunciassem: “Não lutaremos mais”, o que aconteceria?

No primeiro caso, haveria uma destruição imediata do Estado de Israel e o assassinato em massa da população judaica. No segundo caso, haveria paz no dia seguinte.

Como eu disse no início, é um problema simples de descrever: um lado quer o outro morto - e se não quisesse, haveria paz.

Por favor, lembre-se disso: nunca houve um Estado na área geográfica conhecida como Palestina que não fosse judeu. Israel é o terceiro Estado Judeu a existir naquela área. Nunca houve um Estado Árabe, ou Palestino, muçulmano ou qualquer outro.

Esta é a questão: por que o único Estado Judeu do tamanho de El Salvador não pode existir?

Esse é o problema do Oriente Médio.


FONTE

The Middle East Problem. Disponível em: https://www.prageru.com/video/the-middle-east-problem/

OBS: Para conhecer as "ORIGENS BÍBLICAS DO CONFLITO ENTRE ISRAELENSES E PALESTINOS" clique aqui.

Traduzido por Rodrigo H. C. Oliveira


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