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Série de Estudos Sobre a 5ª Medida

sábado, 10 de setembro de 2016

AS DEZ PRAGAS DO EGITO

AS DEZ PRAGAS DO EGITO
A saída do povo de Israel do Egito foi precedida de muitos sinais. Estes sinais foram operados pelo Senhor com dois objetivos básicos. Primeiro para mostrar a Israel que a saída deles da Terra egípcia era única e exclusivamente devido à misericórdia do Senhor, ou seja, não havia neles mérito algum. O segundo motivo era como sinal de salvação para o Egito, aqueles que vissem e cressem poderiam também alcançar a salvação.

Hoje, assim como Israel a igreja fiel está de partida desta Terra que é simbolizada na palavra pelo Egito. Assim como o Egito, o mundo que aí está escraviza o homem, impõem-lhe uns fardos pesados tirando com isto toda sua alegria. Um povo tem, no entanto gemido diante de Deus ansiando a partida desse mundo (Rom. 8: 23 ), esse povo é a igreja fiel. E como o Senhor ouviu o clamor dos israelitas ele também está ouvindo a súplica da igreja e está certamente abreviando os tempos para que a igreja possa subir e está com ele para todo o sempre (Mt. 24: 22 e rom. 9: 28). Porém como a saída da terra do Egito foi precedida por sinais, nesse momento da partida da igreja, o Senhor também está operando seus sinais visando dois objetivos: Mostrar a igreja o seu poder e misericórdia e operar sinais de salvação em meio ao mundo, vamos vê-los.
  • · A primeira praga (Êxodo 7: 19 a 22). As águas tornam-se sangue.
Em toda a terra do Egito as águas tornaram-se sangue de modo a impedir que o povo bebesse água forçando-os assim a cavar poços em busca de água potável. Esta praga nos aponta o maior fundamento desta obra, o clamor pelo sangue de Jesus. Aquela praga atingiu a todos quer israelita, quer egípcios. Jesus morreu como sinal de Salvação para todo o Mundo, não há distinção de pessoas, a salvação é para todos. Aquele que tem crido nisto tem alcançado vida eterna, porém aquele que não crê já está condenado (Ler João 3: 16 a 18).
  • · Segunda praga: A praga das rãs (Êxodo 8: 3 a 7).
O que mais se destaca na rã é o tamanho da sua boca, e elas invadiram os lares de todos. Então essa praga nos fala dos conselhos, dos ensinamentos que esse mundo tem trazido para dentro dos lares, na intimidade das famílias. Esses conselhos estão em todos os locais, nas escolas, nos vizinhos, nas nossas amizades e principalmente nas televisões. Essa praga pode invadir inclusive os lares de servos, pois assim como aquelas rãs, os conselhos do mundo existem em abundancia, por isso é necessário uma constante vigilância da nossa parte. (Mt. 26: 41).
Para o servo do Senhor, no entanto, esses conselhos não servem, pois conduzem para a morte. Bom é o conselho do Espírito, a orientação do Senhor. Temos a consulta à palavra para toda e qualquer situação de nossas vidas, e isto nos conduz para a vida eterna.
  • · Terceira praga. A praga dos piolhos (Êxodo 8: 16 a 19).
No ser humano o piolho ataca á cabeça. Essa praga nos fala então da deterioração da mente humana. O mundo hoje anda conforme a sua vontade, seus próprios pensamentos. A mente humana é corrompida pelo pecado, o ser humano perdeu os seus valores, a consciência do certo e errado. Tudo que ocorre por mais obscuro que seja é encarado com absoluta normalidade, a palavra do Senhor chama o homem de hoje que tanto se vangloria de saber muito de animais irracionais, pois para o Senhor racionalidade é o homem escolher a vida eterna (Ler Judas 10 a 13).
O servo do Senhor precisa ter a mente de Cristo (1o Cor. 2: 16), uma mentalidade de obra para que assim não se conforme com esse mundo, não assuma as formas que ele impõe à sociedade, mas tenhamos sempre um entendimento que nos conduza à eternidade, que nos faça conhecer a vontade do Senhor para conosco. (Rom. 12: 2). Viver a obra do Senhor significa obedecer à cabeça que é Jesus, se não o obedecemos não vivemos obra.
Obs. É importante notarmos que nessas três primeiras pragas os magos do Egito também fizeram o mesmo com seus encantamentos. A diferença crucial se dá no fato de que Moisés e Arão usaram sempre uma vara para fazer isso, enquanto que os magos egípcios não. O ensino maravilhoso que esse detalhe nos traz é que o mundo, a religião, a tradição e outros lugares, também falam do clamor pelo sangue de Jesus, da consulta à palavra (e a outros tipos de coisas como cartas, búzios, etc.), também falam de moralidade, índole e outras coisas, mas tudo isso sem usar a vara, ou seja, fora do Espírito. Não só o fazem na carne, mas o fazem também instigados pelo próprio adversário (assim como os magos que faziam por ordem de Faraó tipo do inimigo). Na obra do Senhor tudo que é pregado, que é ensinado é feito na direção do Senhor, em Espírito simbolizado na palavra pela vara de Arão, não há ensinos em nosso meio com procedência carnal, invenções humanas, tudo é revelado pelo Senhor através do seu Espírito Santo (1o Cor. 2: 10).
  • · Quarta Praga. A praga das moscas (Êxodo 8: 21 a 24).
A partir dessa praga Deus diz que fará distinção entre seu povo e do povo de Faraó. Isto nos mostra que quando fazemos uma escolha pelo Senhor, nos definimos perante ele e seguimos seus ensinamentos, seremos livres de toda a contaminação do mundo leviano que aí está e que é totalmente governado por Faraó (inimigo), seremos santificados (1oJoão 1: 7) e Deus fará diferença entre o que o serve e o que não serve (Malaquias 3: 18).
Bem as moscas pousam em qualquer lugar, principalmente em alimentos. Quando elas fazem isso, deixam seus ovos, contaminam o alimento e transmitem doenças. Precisamos saber aonde vamos e com quem vamos, observar bem nossas amizades para não sermos contaminados. O mundo está repleto de moscas, está totalmente contaminado. Ver os seguintes textos: 1o Cor. 6: 12, 1o Cor. 2: 15 e principalmente Eclesiastes 10: 1.
  • · Quinta praga. Peste dos animais (Êxodo 9: 3 a 6)
Esta praga atingiu os animais dos egípcios e os matou, porém nada aconteceu aos animais dos judeus. Isso nos mostra que todo esforço, todo trabalho do homem sem Deus é vão (boi, cavalo, jumento são animais úteis no trabalho). O trabalho do ímpio está voltado para as coisas dessa vida, para a glória desse mundo, por isso é um esforço vão para a alma. O servo de Deus, porém, tem a recompensa por seu trabalho, pois quando sai para trabalhar, estudar, passear, sai é para fazer a obra do Senhor. Essa diferença fica evidente nos seguintes textos: Eclesiastes 2: 22 a 26 e 1o Cor. 15: 58.
  • · A sexta praga. A praga da sarna ou úlcera.
São feridas por todo o corpo, que incomodam e inquietam o homem. Há dois aspectos nessa praga. O primeiro é o da fofoca. No mundo as pessoas se incomodam com a vida alheia, se incomodam uns com os outros, falam mal do seu próximo na maior facilidade, e o pior é que ainda inventam e prejudicam seu semelhante sem o menor peso na consciência. Infelizmente algumas pessoas de dentro da igreja fazem o mesmo. Mas como se Deus disse que faria distinção entre israelitas e egípcios? Isso ocorre porque a diferença se dá na definição. Há pessoas em nosso meio que não se defiram e por isso são vítimas dessas pragas que assolam o mundo e tentam assim disseminar a sarna em nosso meio. Temos que estar atentos a fim de não nos contaminarmos com ela, pois os que se contaminam acabam se tornando em úlceras, graves feridas que podem levar à morte. Na obra de Deus temos um principio maravilhoso que é a igreja como corpo de cristo. O servo dessa obra não busca seu próprio interesse mas sim o do corpo. Todo trabalho é realizado para o crescimento bem ajustado do corpo, amor o próximo independente de nossas diferenças é o principal mandamento que o Senhor nos deu.
O segundo aspecto é o da inquietação do homem em busca de sua realização profissional e pessoal, o homem atual é um homem sem paz, aflito, que busca algo para se fiar e não consegue. Os magos egípcios não podiam parar diante de Moisés por causa da sarna que os inquietava (Êxodo 9:11 ), isso aponta o homem de hoje que de tão aflito e inquieto não consegue parar para dar ouvidos à voz de Deus, à revelação. A igreja fiel por sua vez não se encontra inquieta porque sabe que o Senhor pode prover todas as coisas. Ler: Fil. 4: 6, Mt. 6:31 a 34.
  • · A sétima praga: A praga da saraiva (Êxodo 9: 19 a 26).
Antes de enviar de enviar essa praga ao Egito o Senhor deu uma oportunidade de livramento aos egípcios. Aqueles que creram receberam o livramento, os que não creram sofreram as conseqüências de sua incredulidade. Quando a saraiva caiu sobre a terra houve destruição para os que não creram e livramento para os que creram. O Espírito Santo está sendo derramado sobre toda a Terra os que estão crendo estão recebendo livramento, estão alcançando vida eterna, os frutos de se ter o Espírito, não falta alimento para a igreja fiel (V.32 ), para o mundo porém, está faminto (V. 31). Para os que se abrigaram nas casas não houve morte, porém os que ficaram no campo pereceram. Isso mostra que para quem vive no corpo (casa ), o derramar do Espírito é vida, mas para os que estão no mundo (campo ), ele é juízo. Por isto é necessário ficarmos no corpo, nos abrigarmos na igreja, na comunhão com os irmãos.
  • · Oitava praga. A praga dos gafanhotos (Êxodo 10: 12 a 15).
No v. 3 desse mesmo capítulo o Senhor dá mais uma oportunidade a faraó. Nesse momento em que a igreja está prestes a partir o mundo está tendo sua oportunidade de salvação, muitos, porém, têm agido como faraó, estão endurecendo seus corações, fazendo pouco caso da operação do Senhor sobre a Terra.. Os gafanhotos vieram e devoraram tudo que a saraiva deixou, não ficou nenhuma verdura sobre a terra (v. 15). Verde é vida, o mundo hoje não tem vida, é morto e o homem não tem a quem recorrer (ler 1o João 5: 19). À igreja, no entanto, resta uma única opção para não ser envolvida por essa praga: atentar para uma tão grande salvação (ler Heb. 2: 3).
  • · Nona Praga. A Praga das Trevas (Êxodo 10: 21 a23).
Essa praga nos conta sobre a situação do mundo atual, totalmente coberto por densas trevas. As pessoas estão perdidas sem uma direção, não têm a quem recorrer. As trevas são tão espessas que impedem as pessoas de caminhar. É assim que o homem se encontra, estático com relação ao reino de Deus. Mas a igreja é como Israel tem luz nas casas, ou seja, temos em nossos corações a revelação, a profecia, e isto impedem de que sejamos alcançados pelas trevas que encobrem op mundo. Porque Israel tinha luz? Porque criam na promessa, a profecia de uma terra para eles. A igreja hoje tem luz guarda a promessa, a profecia da Nova Jerusalém (João 14: 3). Quem não crê nessa promessa não tem luz.
  • · Décima Praga. A morte dos primogênitos.
Essa ainda não aconteceu, pois ocorrerá no momento do arrebatamento. Naquela época, os primogênitos é que tinham direito à herança, pelo menos na melhor parte. Isto fica evidente no episódio de Jacó e Esaú. Essa praga nos fala então da herança. O mundo por não crer na voz de Deus, nos avisos que ele tem dado não terá direito à herança eterna, a salvação. O que está reservado para eles é a morte. Os primogênitos de Israel não morreram porque tinham sangue em suas casas.
A igreja fiel que é lavada no sangue do cordeiro está sendo feita herdeira com Jesus da vida eterna. Por isso o sangue de Jesus é vida para nós e morte para o mundo (ler Rom. 8: 17 e Tito 3: 7).

Resumo:


CONSEQUÊNCIAS

No

Pragas

Mundo

Igreja

1a
Sangue
Morte
Vida
2a
Rãs
Conselho para morte
Consulta à palavra
3a
Piolhos
Mente putrefata
Mente de Cristo
4a
Moscas
Corações contaminados
Corações Santificados
5a
Animais
Trabalho vão
Realização da Obra
6a
Sarna
Inquietação
Descanso no Senhor
7a
Saraiva
Juízo
Frutos do Espírito Santo
8a
Gafanhotos
Fome/ morte
Alimento
9a
Trevas
Pecado/ Estático
Luz / Promessa
10a
Primogênito
Condenação
Herança

Conclusão: As pragas foram juízos que o Senhor exerceu a fim de mostrar o seu poder e a sua salvação. O mesmo ocorre hoje, no momento em que a igreja está preste a sair desse mundo Deus está exercendo seus juízos para conscientizar o mundo do seu poder e dar ao homem a oportunidade de salvação.

Ora, quero lembrar-vos, se bem que de uma vez para sempre soubestes tudo isso, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-os da terra do Egito destruiu depois os que não creram. (Judas 5).”
 


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