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sexta-feira, 1 de abril de 2016

O DIA DA MENTIRA E A BÍBLIA

O DIA DA MENTIRA E A BÍBLIA
Sabemos também que Jesus se descreveu como sendo a verdade. Também sabemos que é possível ser verdadeiramente livre através do conhecimento da verdade.

O povo de Deus deve ser conhecido como um povo que vive na verdade e pela verdade. Portanto, devemos fugir da mentira e não compactuar com os mentirosos.

 Dia 1º de Abril é denominado no Brasil inteiro como o Dia da Mentira. Historicamente, alguns dizem que esse dia foi designado assim por causa da mudança do calendário gregoriano com Carlos IX na França. No Brasil o dia foi adotado após o pronunciamento de que D. Pedro havia falecido, notícia a qual foi desmentida no dia seguinte. 

Parece que não há nada demais nas brincadeiras feitas nesse dia. Por exemplo, alguns sites ensinam até como enganar (mentir) sem ser prejudicial. Mas, como uma mentira não pode ser prejudicial? 


Para o pragmatismo o que importa não é a verdade, mas se algo, mesmo sendo mentiroso, funciona. Ou seja, se funcionar, mesmo que seja a pior de todas as mentiras, isso deve ser aceito como verdade. 


O outro problema que envolve a mentira é o relativismo. Isaias mostra que tal pensamento é perverso e merece o juízo de Deus: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Is 5.20)


Mas quando olhamos para a primeira mentira descrita na Bíblia, vemos que tal aceitação desta prática não foi nada pragmática e nem relativa, pois Deus disse a Eva que se comesse do fruto certamente morreria, e a serpente disse a ela que “certamente não morrerás” (Gn 3.4). Quando uma mentira é acreditada o estrago pode ser grande, assim como foi na queda de nossos primeiros pais (Adão e Eva), por terem dado ouvidos a voz do Diabo e não a voz de Deus, fez com que toda a humanidade ficasse debaixo da ira de Deus, sendo cada um de nós, desde a nossa concepção, merecedores do fogo eterno. 


Uma das proibições bem claras sobre a mentira é o nono Mandamento, que diz: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êx. 20.16). O “falso testemunho” leva em si várias circunstâncias de ocorrências (cf. Lv 6.1-7), mas o que está por volta é a mentira. A mentira em qualquer circunstância é pecado, até quando uma criança, quando acha algo na rua, diz que “achado não é roubado”, a Bíblia responde: “[o] que achou o perdido, e o negar com falso juramento [...] Será pois que, como pecou e tornou-se culpado” (Lv 6.3,4). Ou também, com as nossas “pegadinhas”, ou até mesmo os trotes de faculdade, que são tratados como brincadeiras, a Bíblia responde: “Como o louco que solta faíscas, flechas, e mortandades. Assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: Fiz isso por brincadeira” (Pv 26.18,19). 


A mentira é mostrada como um aspecto que pertence ao velho homem corrupto (Ef 4.22-25) e o mentiroso é tido como filho do Diabo (Jo 8.44), e a ordem bíblica é que aquele que mentia não minta mais, mas fale a verdade com o seu próximo ( Cl 3.9). 


Isto posto, a mentira, o pragmatismo e o relativismo são atos contra a verdade de Deus que acarretam em vários males que prejudicam não somente o autor do ato, mas aqueles que são afetados pela mentira. Portanto, os que amam e praticam a mentira ficarão de fora do reino eterno (Ap 22.15). 

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