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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

DEIXAI IR ESTES

DEIXAI IR ESTES
João 18: 7-9
“Tornou-lhes, pois, a perguntar: A quem buscais? E eles disseram: A Jesus Nazareno. Jesus respondeu: Já vos disse que sou eu; se, pois, me buscais a mim, deixai ir estes; Para que se cumprisse a palavra que tinha dito: Dos que me deste nenhum deles perdi.”

INTRODUÇÃO

Nós sabemos que muitas vezes, na realização do nosso trabalho para o Senhor, só existe uma coisa que nos pode mover a servir verdadeiramente sem desfalecer: o nosso amor por Ele. Tudo que nós fazemos, as pequeninas coisas, as grandes decisões, o enfrentamento das lutas e problemas, o sofrimento pelas incompreensões, tudo nós fazemos, só por uma razão; pelo amor que nós temos pelo Senhor Jesus.
Mas o amor que nós temos por Ele, vem porque Ele nos amou primeiro. Por isso muitas vezes nós precisamos ir à fonte. Àquele momento extraordinário, o momento mais precioso e emblemático que revela o grande amor de Jesus por nós. É o momento em que Ele vai à cruz.



DESENVOLVIMENTO

A palavra fala do momento em que Jesus foi ao Getsêmani, e ali nós podemos observar várias coisas interessantes. Em primeiro lugar toda cena se passa num jardim, e isso nos faz lembra de outro jardim, o jardim do Éden, onde Deus colocou o homem. A própria palavra Éden quer dizer “delícia”. Tudo que Deus criou para o homem era “delícia”, era bom. 
Mas este jardim, onde Jesus estava, era o jardim do seu sofrimento, era o lugar da prensa, o lugar onde Ele chorou, onde Ele sentiu as angústias da morte, onde o seu suor se transformaram em gotas de sangue.
Lá no jardim do Éden estava Adão. No Getsêmani, estava o segundo Adão também, porque para 
Deus há dois homens apenas: Adão e Jesus. Nós todos estamos em Adão, mas quando nos convertemos, passamos a estar em Jesus. Só que Adão era culpado, mas Jesus era inocente. Eva era a esposa de Adão, e ali estavam os discípulos, a igreja, a noiva do Senhor. Lá no Éden estava o fruto da árvore da vida, que Adão poderia ter provado dele. Mas a única coisa que Jesus provou no jardim, foi o cálice da dor e do sofrimento. 
Mas há uma coisa que nos impressiona foi que, lá no jardim do Éden, Deus procurou o homem. Deus perguntou: “Onde estás, Adão?”, mas ele não respondeu e se escondeu. No jardim do Getsêmani foi o Filho quem procurou pelo Pai. Jesus orou: “Pai, se possível, passa de mim esse cálice”, e o Pai não respondeu e o abandonou, deixando que Ele fosse levado até a cruz.
Quando os soldados chegaram, Jesus estava no Getsêmani com seus discípulos, e Ele se antecipou aos soldados e perguntou: “A quem buscais?”, e eles responderam: “A Jesus Nazareno”. Então Jesus disse: “se, pois, me buscais a mim, deixai ir estes”. Tudo era plano de Deus e Jesus era o que seria levado, e não os discípulos. Era Ele quem iria assumir tudo. Todos os erros de Adão, todos os erros da humanidade, seriam colocados sobre Ele. 
Os soldados não tocaram nos discípulos porque Jesus lhes disse: “Deixai-os ir”. Este é o amor de Deus por nós, por isso não podemos ficar indiferentes, porque cada um de nós estava ali. Os soldados vieram, o castigo vem, a Lei vem, a sentença vem, o juízo vem, mas Jesus se coloca entre nós e o juízo, e diz: “Vocês vão levar é a mim”. E estes? “Deixai-os ir”. Nós que estamos aqui, estamos livres, estamos perdoados e salvos. “Deixai-os ir”.
Deixou ir o idólatra, deixou ir o ímpio, o impuro, o maldizente, o incrédulo. Deixou ir a todos, e morreu no lugar deles. E todos nós conhecemos a nossa vida, o nosso passado, e Ele nos deixou ir. Hoje estamos livres, perdoados e podemos ir à Árvore da Vida, podemos beber da Água da Vida, temos paz com Deus. Podemos clamar ao Pai e Ele nos ouve, temos comunhão uns com os outros e é por isso que servimos ao Senhor, porque Ele nos deixou ir. Aleluia! Ele nos mandou livres para uma nova vida, e quando nos reunimos, experimentamos os momentos mais marcantes das nossas vidas. Quando tudo passar, o que vai ficar para a eternidade, é aquilo que nós hoje estamos fazendo. Às vezes tão pouco para o Senhor, mas é isso que marca a nossa vida.

CONCLUSÃO
Às vezes o Senhor nos leva a lugares onde nós não gostaríamos de ir. Um servo contou que há uns dois anos estava numa reunião de pastores para decidir sobre um seminário em Moscou. Era inverno e lá na capital da Rússia, a temperatura naquela época do ano chegava a -30°. Aquela seria uma viagem muito complicada para ele, e no coração ele fez um clamor para que o Senhor tivesse misericórdia e o poupasse daquela vez. Aí um pastor teve uma visão e este servo abriu sua Bíblia para consultar o dom e seu texto dizia: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós? E eu disse: Eis-me aqui Senhor, envia-me a mim.” Quando ele leu o texto, já sabia que estaria no próximo avião para Moscou. Só pelo Senhor Jesus ele entrou naquele avião e seguiu para a Rússia no inverno.
Mas o Senhor Jesus fez muito, incomparavelmente muito mais do que isso por cada um de nós. Qual é o problema de nós enfrentarmos as dificuldades da vida para realizar a Obra do Senhor? Às vezes até para atrapalhar o Senhor, qual é o problema? Nós não podemos nunca pagar esta dívida.
Quando os soldados vieram buscar Jesus, nós é que deveríamos ter sido levados. Mas Ele se colocou na frente e disse: “Deixai-os ir”. 
Em tudo nós devemos ser muito gratos ao Senhor. Nunca devemos esquecer o que este segundo Adão fez por nós. Tudo que fizermos para Ele, deve ser somente por um motivo: Gratidão. 

PR. Sérgio Mattos- Portugal

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