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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

DOUTRINA DO RETETÉ - ONDE ESTAR NA BÍBLIA ?

DOUTRINA DO RETETÉ - ONDE ESTAR NA BÍBLIA ?
A origem do RETETÉ e a raiz do problema dos modismos.

Diferente do que muita gente pensa, o reteté não surge do pentecostalismo. Foi um movimento que surgiu paralelo ao movimento pentecostal. Há registros históricos, segundo consta na revista DEFESA DA FÉ edição especial (revista número 5), página 115, que: “Em 1923. Gunnar Vingren, um dos maiores fundadores da Assembléia de Deus no Brasil, fora informado de que certo movimento pentecostal começava a alastrar-se por Santa Catarina. Sem perda de tempo Vingren deixou Belém do Pará, berço do pentecostalismo brasileiro, e embarcou para o Sul. No endereço indicado, veio ele a constatar: ‘Não se tratava de pentecostes, mas feitiçaria e baixo espiritismo”.

O movimento do reteté não é de origem brasileira, mas estrangeira. Que na verdade esse nome só é conhecido aqui no Brasil. O seu nome real é “unção de Toronto”. Por pertencer a prática esotérica da Igreja Comunhão da Videira do Aeroporto de Torono – Canadá. Uma das igrejas que mais deram notoriedade ao movimento do reteté a partir de 1994. Na mesma revista que citei acima, diz: “Ao contrário das demais igrejas pentecostais, que buscam preservar a ortodoxia doutrinária, a igreja do Aeroporto... granjeou surpreendente notoriedade em virtude das manifestações que ocorriam em seus cultos. Dizendo-se cheios do Espírito, os freqüentadores dessa igreja começaram a manifestar-se de maneira estranha e até exótica. Em dado momento, todos punham-se a rir de maneira incontrolável, alguns chegavam a rolar pelo chão. Justificando essa bizarra, alegavam tratar-se de... gargalhada santa... Outros iam mais longe: não se limitavam ao estrepitoso dos risos; saíam urrando como se fossem leões... como carneiros, ou gritando, como guerreiros, e ainda outros caíam no Espírito”. (idem pág. 115).

É triste ver igrejas intituladas “Assembléia de Deus” ou de “pentecostais” e se envolverem com esse tipo de coisa, anarquizando o já tão fragilizado movimento pentecostal. Onde a frase “SOLA SCRIPTURA” dos reformadores, raiz do movimento evangélico, fica comprometido diante de tantas experiências pessoais que são postas igual e até acima ou no lugar das Escrituras.

A RAIZ DO PROBLEMA DOS MODISMOS

A teologia do continuísmo é a grande fonte que alimenta modismos dessa natureza e continuarão surgindo outros. O que é a teologia do continuísmo? É a crença de que a revelação divina continua, mesmo com o encerramento do cânon das Escrituras. Os seguidores dessa teologia acreditam que Deus fala fora das Escrituras. Por ser Deus maior que as Escrituras e por Deus continuar agindo na história. Assim, a Bíblia não passa de uma fonte das demais coisas que Deus tem para revelar. Daí o grande amontoado de apóstolos, patriarcas, papas, profetas, trazendo novas revelações em forma de: dogmas, unção profética, atos proféticos, unção de Toronto, rhemas, idas ao inferno, idas ao céu, aparições de Maria, segredos de Fátima, o outro evangelho de Jesus Cristo (livro mórmon), escritos inspirados de Ellen G. White, etc.
Refutação bíblica: Deus é maior do que as Escrituras, mas não vai revelar mais nada fora dela. Pois nela está escrito: “Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro” (Ap.22.18). O livro das revelações ou apocalipse é o fim do período da revelação. Que durou desde Moisés até Malaquias, passou por um período de silêncio, que chamamos de “período interbíblico”, recomeça com João Batista e encerra com João em Patmos. Durante o período da revelação Deus já vinha expressando sua centralidade às Escrituras. Por exemplo: “Toda palavra de Deus é pura; ele é escudo para os que nele confiam. Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso”. (Pv.30.5,6). “Nada acrescentareis à palavra que vos mando...”. (Dt.4.2). “... não ultrapasseis o que está escrito...” (1Co.4.6). Quando não se aceita o encerramento da revelação divina, abre precedentes para contradição do que já se foi revelado. E isso acontece muuuuuuito! O que as Escrituras não nos revelam não é para nós: “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei”. (Dt.29.29). A Lei e os profetas duraram até João Batista (Lc.16.16) Seria uma contra-senso divino acreditar na continuação da revelação divina quando se lê o seguinte na Bíblia: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”. (Hb.1.1,2). Acreditar em um continuísmo é negar a SUFICIÊNCIA de Jesus tão claro nesse texto. Deus é bem maior do que sabemos dele pelas Escrituras, todavia, por ela conhecemos em parte, não plenamente ou perfeitamente. E só depois, quando vier Cristo, saberemos mais: “porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado”. (1Co.13.9,10). Entretanto, o que a Bíblia diz é o necessário para nosso entendimento, pois nossa estrutura humana não poderá conhecer mais além do que possamos suportar.

“Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rm.11.33-36).

“Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta, que não a posso atingir”. (Sl.139.6).

Deus fala com o cristão a parte das Escrituras, mas de uma maneira pessoal, temporal e nunca de forma doutrinária ou com nova revelação. Sempre concordando com as Escrituras: "... edificando, exortando e consolando". (1Co.14.3). E essa forma pessoal que Deus fala ao cristão não é igual as Escrituras e não é seguro, se fosse, não haveria tantos critérios. Tipo: 1Co.14.29; 1Ts.5.20-22; 1Jo.4.1; Jr.17.9.

A outra problemática dos modismos do tipo reteté é o mau uso da aplicação pessoal das Escrituras. O que é aplicação pessoal das Escrituras? É o ato de se trazer um texto bíblico para sua vida. Que não há problema algum nisso. Só que as pessoas estão exagerando em sua forma de que Deus lhe falou pessoalmente no texto e transforma em regra ou doutrina aquilo que nem o autor do texto bíblico quis dizer, causando um isolamento total do texto. Desprezando o seu contexto. Vejamos um exemplo de bom uso de aplicação pessoal:

Você está triste e abatido, mas lendo as Escrituras se depara com o seguinte dizer: “não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel”. (Is.41.10). Então, Deus lhe fala ao coração, embora o texto se refira à nação de Israel (v.8) o leitor bíblico aplica essa palavra a sua vida e não terá problema algum. Porque ele aplicou o texto para si, mas não criou um isolamento total do texto. E não despreza o seu contexto, pois assim como Israel passou por tristeza e abatimento, o Cristão passa. Podendo até usá-lo para outras pessoas que estiverem tristes e abatidas.

Porém, vejamos um exemplo de mau uso da aplicação pessoal:

“Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes”. (Jr.33.3). Daí o leitor incauto ou malicioso (não sei, mas Deus sabe) toma essa palavra para ele e se acha o portador da revelação. E que orando e buscando a Deus “coisas grandes e ocultas” Deus lhe revelará especialmente. Por isso surge cada dia gurus espirituais anunciando o fim do mundo e etc. Menos meu filho, menos! O grande problema do mau uso da aplicação pessoal das Escrituras está entre a cadeira e a Bíblia - o ser humano soberbo, narcisista e egoísta que pensa ser grande coisa.

Deus fala para um cristão pela Escritura de forma pessoal. Porém, a partir do momento que esse cristão leva a forma pessoal que o texto lhe falou e sai totalmente do contexto e o faz regra ou doutrina. Ali já não é mais Palavra de Deus. Como o Pastor Raimundo de Oliveira, autor do livro “Seitas e Heresias”, já dizia: “As palavras de Deus interpretadas no sentido em que Deus as disse, são palavras de Deus, mas interpretadas no sentido que nós queremos, não são palavras de Deus, antes podem ser palavras do Diabo”. A Bíblia nos ensina: “sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação”. (2Pe.1.20).

Ana Paula Valadão, cantora do grupo Diante do Trono na suposta "unção do leão". Caminhou por todo o palco em seu show.

Encerro aqui com a pergunta de cabeçalho desse blog: “Se a doutrina bíblica não é o padrão final, então onde traçar os limites do que é ou não é cristão?".

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