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ESPECIAL REFORMA PROTESTANTE

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

PREDESTINAÇÃO X LIVRE ARBÍTRIO

PREDESTINAÇÃO X LIVRE ARBÍTRIO
INTRODUÇÃO

Predestinação ou Livre Arbítrio? Calvinista ou Arminiano? Estas perguntas têm causado grande celeuma entre os cristãos há séculos. Pessoas mataram e morreram defendendo uma ou outra posição, igrejas se dividiram, teólogos fizeram inimigos, tudo na tentativa de se encontrar um consenso a respeito.

O presente estudo não tem como pretensão abordar todos os aspectos envolvidos neste assunto ou dar uma resposta a todas as indagações (se é que isso seja possível). Além da Teologia, esta questão envolve também profundos conceitos éticos e filosóficos. Nosso objetivo é tratar este tema de maneira bem prática, simplista até, numa tentativa de tornar esta discussão acessível à igreja local e trazer um pouco de luz a tantos questionamentos.


Meu desejo é compartilhar o que eu entendo acerca de Predestinação e Livre Arbítrio. Respeito aqueles que fazem outra leitura sobre o tema e de antemão me reservo ao direito de não entrar em debate sobre isso. O motivo? Tenho coisas mais importantes para fazer. “Nas coisas essenciais, unidade. Nas não essenciais, liberdade. E, em todas elas, amor.”

A DOUTRINA CALVINISTA

Nascido na França em 1509, Jean Cauvin foi, ao longo da história, um dos defensores mais apaixonados da doutrina da predestinação. Filho de um advogado da Igreja Católica, aproximadamente em 1533 se declarou protestante. Pouco tempo depois, vítima de perseguição religiosa, fugiu para a Suíça, onde tornou-se uma das principais figuras da Reforma. Jean Calvin popularizou-se com a forma latinizada de seu nome: João Calvino, e faleceu em 1564.

Excelente orador e autor de vários livros, seus ensinos ficaram conhecidos como Calvinismo. No que diz respeito à Salvação, Calvino resumiu suas idéias em cinco pontos:

DEPRAVAÇÃO TOTAL – Devido ao pecado, os homens se tornaram corrompidos em sua totalidade e, portanto, incapazes de escolherem o bem em questões espirituais.
ELEIÇÃO INCONDICIONAL – Já que o homem não tem condições para escolher a salvação, é Deus quem, pela graça, escolhe um grande número de pecadores para salvar. Tal escolha, ou eleição, é incondicional, ou seja, não está em nada relacionada com alguma atitude ou resposta humana.
EXPIAÇÃO LIMITADA – A morte expiatória de Jesus Cristo na cruz foi por aqueles que Deus já havia de antemão predestinado.
GRAÇA IRRESISTÍVEL – É impossível para os eleitos rejeitarem a graça de Deus. O Espírito Santo sempre os convence e salva.
PERSEVERANÇA DOS SANTOS – Uma vez salvo, é impossível que os eleitos percam a salvação. Os quatro primeiros pontos constituem o que conhecemos como Predestinação: a determinação soberana de Deus de eleger para a salvação uma parte da humanidade decaída, permitindo a justa perdição dos restantes.

A DOUTRINA ARMINIANA

O autor do arminianismo é o holandês Jacob Harmensz (1560-1609), também conhecido como Jacobus ou James Arminius, ou ainda Jacó Armínio. Pastor protestante e Teólogo, Armínio foi o primeiro a confrontar formalmente o calvinismo, afirmando que a salvação depende da resposta do homem à graça de Deus. A doutrina arminiana clássica sistematizou seus ensinos também em cinco pontos:
ELEIÇÃO CONDICIONAL – Eleitos de Deus são todos os que aceitam a salvação em Jesus Cristo.
EXPIAÇÃO UNIVERSAL – Cristo é o salvador do mundo, morreu por todos os homens, garantindo assim a salvação para todo aquele que nele crer.
FÉ SALVADORA – A salvação do homem está condicionada à sua fé.
GRAÇA RESISTÍVEL – A graça é a causa da salvação do homem, mas diferentemente do que ensina o calvinismo, esta graça não é irresistível.
PERSEVERANÇA DOS SANTOS – Os verdadeiros crentes têm força suficiente, por meio da graça, para vencer o pecado e permanecer salvo. Quanto a ser ou não possível que algum deles perca a salvação, ainda não temos fundamentação bíblica para afirmar uma coisa ou outra. Contrariando os calvinistas, o arminianismo defende o LIVRE ARBÍTRIO do ser humano, que consiste na capacidade humana de julgar e fazer suas próprias escolhas.

A BÍBLIA E O LIVRE ARBÍTRIO

Encontramos os termos “predestinados”, “eleitos” e “escolhidos de Deus” inúmeras vezes nas Escrituras, mas simplesmente não é possível sustentar a doutrina da predestinação diante de alguns textos bíblicos. Vejamos alguns exemplos.

1. Segundo a Doutrina da Predestinação, toda a raça humana está contaminada com o pecado, e por conta disto, sempre escolherá o mal. No entanto, Bíblia afirma que o homem pode sim escolher obedecer a Deus. De outra forma, seria injusto Deus condená-lo por não fazer algo que lhe simplesmente seria impossível fazer. É indiscutível que o pecado prejudicou em muito a consciência humana, contaminando-a. Mas é também indiscutível que a necessidade de Deus é algo inerente da humanidade, e só é plenamente satisfeita através da Verdade libertadora que está em Cristo. Encontramos na Bíblia inúmeras situações que retratam a possibilidade de escolha do homem perdido: isso é livre arbítrio.

“Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos (…) mas vocês não quiseram” (Mt 23:37)

“Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam”. (Jo 1:11)

“Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas! Vocês fecham o Reino dos Céus diante dos homens!” (Mt 23:13)

“Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados, porque se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados.” (Rm 8:24).

“Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”. (Jo 3:18)

2. Segundo a Doutrina da Predestinação, Deus escolheu e elegeu, antes da fundação do mundo, os que haveriam de ser salvos, sem obedecer a nenhum critério. No entanto, a Bíblia afirma categoricamente que Deus não faz acepção de pessoas, e deseja que TODOS sejam salvos.

“Mas Deus não tendo em conta o tempo da ignorância, anuncia agora, a todos os homens, em todo o lugar que se arrependam”. (Atos17:30).

“O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia, mas é longânime para convosco, não querendo que nenhum se perca, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pe 3:9).

“Isto é bom e aceitável aos olhos de nosso Salvador; que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade”. (1 Tm 2:4)

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu único filho, para a todo que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Jo 3:16)

“Porque para Deus não há acepção de pessoas” (Rm 2:11)

“Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16:15)

 3. Segundo a Doutrina da Predestinação, Jesus morreu somente por aqueles que o Pai já havia predestinado desde a fundação do mundo. No entanto, a Bíblia afirma sem deixar dúvidas, que Cristo morreu por TODOS.

“O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia, mas é longânime para convosco, não querendo que nenhum se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pe 3:9).

“Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos”. (Hb 2:9)

“Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação da vida”. (Rm 5:18)

 “E ele é a propiciação de nossos pecados: e não para os nossos apenas, mas ele é a propiciação de nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo”. (1 Jo 2:2)

“O qual (falando Jesus) se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo”. (1Tm 2:6)

4. Segundo a Doutrina da Predestinação, a salvação não depende em nada da fé, mas está condicionada apenas à graça soberana de Deus. No entanto, a Bíblia afirma que é através da fé e somente através dela que podemos nos chegar a Deus.

“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do Judeu e também do grego”. (Rm 1:16)

“Sendo justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rm 5:1)

 “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isso não vem de vós é dom de Deus”. (Ef 2:8).

“E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem”. (Hb 5:9)

“Visto como na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu a Deus, pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.” (1 Co 1:21)

A BÍBLIA E A PREDESTINAÇÃO

Mas então, como podemos entender os textos bíblicos que falam acerca da predestinação?

Antes de tudo, faz-se necessário lembrar que a Bíblia não se contradiz. Ela é a Palavra de Deus, inspirada pelo Espírito Santo e revelada a nós, para nossa edificação. Assim sendo, se encontramos inúmeros textos sagrados afirmando que Deus ama e deseja a salvação de todos, que não faz acepção de pessoas, que Jesus morreu por todos, e que todo aquele que invocar seu nome será salvo, não pode haver nada em toda a Bíblia que contrarie tais princípios.

Em segundo lugar é preciso lembrar também que uma das regras básicas para a interpretação da Bíblia é considerar o seu contexto. Um provérbio antigo e muito conhecido no meio teológico adverte: “não se pode tirar o texto do seu contexto sob o pretexto de provar alguma coisa”. Pessoas despreparadas têm muitas vezes usado a Bíblia de maneira irresponsável, desconsiderando o contexto histórico de determinado trecho e ignorando princípios de hermenêutica e exegese, fundamentais no processo de interpretação bíblica.

Voltemos então a nossa questão inicial: como explicar os inúmeros textos bíblicos que falam sobre predestinação? Vejamos alguns exemplos.

Mateus 24:24 “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.”

Efésios 1:4-5 “Porque Deus nos escolheu nele, antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade”

2 Tessalonicenses 2:13 “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por Deus vos ter escolhido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade”

Estes e outros textos usam a palavra predestinação com um significado diferente do que é utilizado pelos calvinistas. O termo “predestinar”, no contexto bíblico, não significa determinar antecipadamente o curso de ação de uma pessoa, mas criá-la com um destino, um propósito. Assim sendo, quando a Palavra diz que fomos predestinados, escolhidos ou eleitos para a salvação, está dizendo que fomos criados destinados à salvação. Deus não cria ninguém para o inferno. Cada ser humano que foi colocado sobre a face da terra, veio ao mundo destinado para a vida eterna com o Criador. Os que reconhecem que são pecadores e fazem de Cristo seu Senhor e Salvador são chamados de eleitos de Deus. Os que se recusam a crer, mesmo predestinados (nascidos) para a salvação, serão julgados e condenados.

O texto do Evangelho segundo Marcos, cap 4, também é muito usado pelos calvinistas e, mais uma vez, interpretado fora de seu contexto. Este e o texto paralelo de Mateus 13:14-15 são uma referência à profecia de Isaías, registrada em Is 6:9-10. O que foi dito primeiramente pelo profeta e citado posteriormente por Jesus (registrado nos evangelhos de Mateus e Marcos) é que o povo estava cego e surdo espiritualmente e por si só rejeitou as palavras de Deus. Não foi Deus quem os cegou. Como já foi dito, é imprescindível considerar o contexto de um versículo e não interpretá-lo isoladamente. Compare os textos:

Marcos 4:11-12 “A vós vos é dado saber os mistérios do Reino de Deus, mas aos que estão de fora todas estas coisas se dizem por parábolas, para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados.”

Mateus 13:14-15 “Neles se cumpre a profecia de Isaías: ‘Ainda que estejam sempre ouvindo, vocês nunca entenderão; ainda que estejam sempre vendo, jamais perceberão. Pois o coração deste povo se tornou insensível; de má vontade ouviram com os seus ouvidos, e fecharam os seus olhos. Se assim não fosse, poderiam ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, entender com o coração e converter-se, e eu os curaria.”

PRESCIÊNCIA x PREORDENAÇÃO

Há também outros textos bíblicos utilizados pelos calvinistas como se fossem uma referência à preordenação divina, mas na realidade apontam para a presciência de Deus. Deus é onisciente, e para Ele nada está oculto. Ele sabe o futuro desde o passado (Is 46:10), conhece os nossos dias, sabe quem será salvo mediante a fé, sabe cada pensamento nosso por antecipação. Mas presciência não é preordenaçao. Deus não decide o nosso futuro, não determina nossas escolhas, Ele apenas sabe o que irá acontecer. E é sob esta ótica que devemos entender os textos abaixo:

Salmo 139:16 “Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir.”

1 Pedro 1:1-2 “Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos de Deus dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia; escolhidos de acordo com o pré-conhecimento de Deus Pai, pela obra santificadora do Espírito, para a obediência a Jesus Cristo e a aspersão pelo seu sangue: Graça e paz lhes sejam multiplicadas.”

Romanos 8:29-30 “Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, também chamou; aos que chamou, também justificou; e aos que justificou, também glorificou.”

SOBERANIA DE DEUS x LIVRE ARBÍTRIO HUMANO

Diante da liberdade de escolha do homem, surge um aparente paradoxo:

a) A vontade de Deus é que todo o homem seja salvo;
b) Um determinado número de pessoas rejeitou a graça de Deus e será condenada;
c) A vontade de Deus foi então sobrepujada pela vontade do homem;
d) Como Deus pode continuar sendo soberano, se a vontade dele não se cumpriu?

Na verdade, o homem só possui livre arbítrio porque Deus lhe outorgou tal direito. Isso não torna Deus menos soberano. O pecado original condenou toda a raça humana à perdição. É a graça soberana de Deus que, em sua misericórdia, através de Cristo torna possível a nossa salvação. O mérito não é humano. Deus nos amou primeiro!

Os defensores da Doutrina da Predestinação usam o texto de Romanos 9 como base para suas idéias. Entretanto, o referido texto é uma alusão a nação de Israel, e não a indivíduos. Além disso, o apóstolo Paulo apenas reforça aqui o demérito humano na salvação. Não partiu de nós a iniciativa de buscar a Deus, apenas respondemos à sua misericórdia.

Romanos 9:14-16 “E então, que diremos? Acaso Deus é injusto? De maneira nenhuma! Pois Ele diz a Moisés: Terei misericordia de quem eu quiser ter misericórdia e terei compaixao de quem eu quiser ter compaixao. Portanto, isso não depende do desejo ou do esforço humano, mas da misericórdia de Deus.”

SALVAÇÃO E LIVRE ARBÍTRIO

UMA VEZ SALVO, EU VOLUNTARIAMENTE ABRO MÃO DO MEU LIVRE ARBÍTRIO PARA FAZER A VONTADE DE DEUS.

Efésios 6:6 “… como escravos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus” 1 Pedro 4:2 “para que, no tempo que lhe resta, não viva mais para satisfazer os maus desejos humanos, mas sim para fazer a vontade de Deus.” O prazer do filho de Deus é agradar o coração do Pai. Mesmo que para isso, seja necessário negar-se a si mesmo (Lc 9:23) ou ser crucificado com Cristo (Gl 2:20).

A fé salvadora transfere o senhorio da nossa vida a Jesus Cristo. Ele passa a ser nosso dono, nosso rei, Senhor absoluto de tudo que temos e somos, por uma simples questão de confiança. Fazer parte do povo de Deus significa reconhecer que Ele sabe o que é melhor para cada um de nós, por isso, a decisão mais acertada é permitir que Ele dirija as nossas vidas.

Isso não significa que seremos “obrigados” a fazer apenas o que Deus quiser que façamos. Deus permite que continuemos fazendo nossas escolhas. Ele nos adverte, mostra o caminho certo, mas não nos obriga a andar por ele. Enquanto estivermos neste mundo, teremos sempre a opção de desobedecer às orientações de Deus, sabendo que cada escolha implicará numa consequência. A vontade de Deus é sempre boa, perfeita e agradável (Rm 12:2). Fugir dela nunca será uma opção razoável.

Creio que Deus tem sonhos e planos para cada um de nós e nos criou com propósitos especiais. Se entregarmos a Ele a direção de nossas vidas, Ele mesmo cuidará para que cada um de seus propósitos se cumpra. Mas, se formos obstinados e insistirmos em viver independentes de sua vontade, Ele fará de tudo para nos trazer de volta, mas permitirá que façamos nossas próprias escolhas.

CONCLUSÃO

Diante de tudo acima exposto, creio que:

Todas as pessoas foram criadas originalmente para a salvação, predestinadas para a Glória de Deus. Devido ao pecado, todos estão perdidos, sem salvação, e destituídos da glória do Pai. O arrependimento e a fé na redenção que há em Cristo Jesus, por meio da graça, é a única maneira de sermos salvos. Deus se revela a todos, tem um plano e um chamado para todos, coloca a sua salvação à disposição de todos, e deseja que todos sejam salvos. O Senhor concedeu ao ser humano livre arbítrio para decidir aceitar ou não a oferta de salvação. Nenhum ser humano, por si só, tem condições de tomar a iniciativa de buscar a Deus. Aquele que aceita o seu chamado, o faz por meio de sua graça. Aquele que rejeita o chamado de Deus, o faz movido por sua própria natureza caída, rejeitou a operação da graça e permanecerá eternamente destituído da Glória do Pai. Simples assim!

“Ah, então você é arminiana!?” Quanto às posições teológicas, prefiro me abster de rótulos. Concordo com algumas posturas reformistas de Calvino, mas não sou calvinista. Penso como Armínio em algumas questões sobre a salvação, mas não sou arminiana. Não sou seguidor de homens, embora admire a muitos. Prefiro seguir minha jornada cristã sem precisar me comprometer com uma determinada escola teológica. Afinal, as coisas de Deus nunca poderão ser completamente entendidas ou explicadas por homem algum.

SER IGREJA é vivenciar a simplicidade do Evangelho e a essência do Cristianismo: amar a Deus e ao próximo.



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