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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

O CENTURIÃO

O CENTURIÃO
Lucas 7:1-7

Introdução:
Quando nós abrimos a Palavra de Deus à primeira coisa que encontramos é a Graça. É impossível entender o evangelho sem o entendimento verdadeiro da graça de Deus que está presente em toda a sua Palavra. Ao olharmos para a descrição bíblica feita a acerca deste homem no evangelho de Lucas, logo percebemos que se tratava de alguém importante, pois o mesmo era um Centurião e mais que este possuía inúmeras virtudes que podiam ser verificadas por todos. 

Todavia essas virtudes não o tornavam uma pessoa autossuficiente, mas pelo contrário o fez entender que era necessitado e dependente da Graça de Deus em sua vida. 


Quanto às virtudes presentes na vida do centurião que norteavam e pautavam a sua vida e o seu caráter, podemos enumerar algumas: era centurião- como centurião comandava cem soldados ou uma centúria. Portanto, tinha uma posição de comando e poder; estimava muito o seu servo- o amor ao próximo, preocupado com o bem estar do seu criado; ama a nossa nação- amor pelo seu povo (a pátria); edificou a sinagoga- zelava pelas coisas que envolviam a fé do seu povo, e por fim era humilde ao confessar que não era digno de receber benefício algum do Senhor. Mais adiante este homem demonstra o elemento da fé, e talvez alguns possam até afirmar que este elemento o tornava merecedor da benção e de fato concordamos que a fé move o nosso Deus em favor do homem, concedendo assim, a sua benção. Porém vale ressaltar que a fé não emerge do homem e sim da eternidade, ou seja, provém de Deus para a vida do homem, pois é Deus quem nos vocaciona a crer nele; logo a fé foi concedida pelo Senhor ao centurião, sendo a mesma oriunda da graça.  
Era realmente um homem notável sobre vários aspectos, porém um pobre e necessitado do Senhor uma vez que essas virtudes não alteravam o quadro existente que confirmava a sua impotência: o seu servo continuava: doente, e moribundo.
Desenvolvimento:
E quando ouviu falar de Jesus -A decisão de buscar o socorro, uma ajuda, só foi tomada por este; quando chegou aos seus ouvidos uma informação que dizia respeito acerca deum certo Jesus cujo a fama se espalhava velozmente pelas províncias e regiões, e uma vez tendo tomado ciência do poder do Senhor, o centurião enviou-lhes alguns anciãos dos judeus para que Jesus viesse e curasse o seu criado.
Enviou-lhe uns anciãos dos judeus -O que é interessante notarmos é que estes que foram enviados pelo centurião, o foram na condição de portadores de um pedido, de uma súplica que havia no coração do centurião para que Jesus viesse e curasse o seu criado. Todavia, estes (anciãos dos judeus) fizeram um adendo (acréscimo) àquilo que foi a súplica original do centurião. Qual foi a súplica original do centurião? Que Jesus viesse e curasse o seu servo; mas onde está o adendo? “E chegando eles junto de Jesus, rogaram-lhe muito, dizendo: é digno de que lhes concedas isto”. Meus irmãos esses adendos ou acréscimos que são feitos pelos homens, embora pareçam insignificantes ou até mesmo ingênuos, na verdade se constituem num grande problema, pois acabam mudando, alterando a mensagem inicial (original) como também mudava a condição daquele que havia feito a súplica de devedor, dependente e necessitado da benção do Senhor a alguém que agora era credor e merecedor da benção do Senhor, o que representa uma inversão de valores na relação do homem com Deus, numa hierarquia equivocada onde Deus precisa do homem e não o contrário.
Queridos a nossa condição diante de Deus é, e sempre será a condição de necessitados da sua graça, da sua misericórdia e do seu poder em nossas vidas. Somos servos e não senhor. Quando João Batista foi indagado pelos judeus para que João falasse e definisse acerca de si mesmo, sendo arguido nesses termos: “és tu o Cristo? Eu não sou o Cristo. És tu Elias? Não sou. És tu profeta? Não.  A sua resposta final foi “eu sou a voz do que clama no deserto”,ou seja, eu sou apenas uma voz (João 1:19-23). 
E foi Jesus com eles - Quando Jesus decidiu ir à casa do centurião após ouvir aqueles (anciãos dos judeus) que lhe trouxeram o recado da parte do centurião; não foi o currículo invejável e extraordinário deste homem que o moveu, e sim aquilo que o Senhor Jesus conhecia porque ele é onisciente e pode perceber que se tratava de um necessitado da graça e do poder de Deus em sua vida. 
Enviou-lhe o centurião uns amigos -Uma vez que Jesus se aproximava da sua casa, o centurião decidiu enviar-lhe outros mensageiros, e diz à palavra que estes últimos eram “uns amigos”, ou seja, eram os mais chegados. Como nada na palavra de Deus é por acaso estes fizeram uma correção à mensagem que os anciãos dos judeus haviam entregado a Jesus, quando naquela ocasião disseram: “é digno de que lhes concedas isto,” agora a palavra dita foi totalmente outra: “Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres debaixo do meu telhado. E por isso nem ainda me julguei digno de ir ter contigo...”.
Senhor não te incomodes, porque não sou digno - Agora sim, vemos uma mensagem autentica e genuína, sem nenhum adendo ou acréscimo, que retrata verdadeiramente quem é o homem ou quem realmente somos diante de Deus: indignos, falhos, pecadores, pobres e necessitados, sem direito a benção do Senhor. Em Romanos 3:23 “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”.
Quando o homem vai ao encontro de Jesus a primeira coisa que ele precisa entender é que Jesus é Senhor e como tal não está sujeito ao nosso querer, vontades e desejos, pois se assim o fora ele seria servo e não Senhor. A outra coisa importante foi o reconhecimento de que “não era digno”. Meus irmãos, quem aqui pode se julgar digno das bênçãos que Deus lhes concedeu? Quem pode se julgar digno da salvação? Dos livramentos? Das vitórias? Das curas? Das funções que exercemos na casa do Senhor? Nenhum de nós é merecedor das bênçãos concedidas pelo nosso Deus. 
Portanto, entendemos que tudo em nossas vidas é resultado da graça, do favor imerecido de Deus, que tem suprido a cada dia as nossas almas. Deus não abençoa o homem em função da sua desenvoltura ou do seu bom desempenho; a benção dele não está condicionada a nenhuma virtude que o homem possa demonstra ou exteriorizar como:ser um bom cidadão, cumprir com os seus deveres para com a sociedade, ajudar os idosos, ser caridoso, etc. Tudo isso é louvável, mas não o tornam merecedor nem digno da benção do Senhor. O profeta Isaías nos diz que: “mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam” (Is 64:6).
Então, o que é a graça? É um ato da soberania e do amor de Deus para com o homem. Pois, sempre foi o desejo de Deus fazer o homem conhecedor e participante da sua graça, fazendo com que este entenda o quanto é amado por Deus.
Conclusão:
É natural que os homens ao longo da sua existência busquem para si adjetivos que valorizem a sua condição como homem, para isso, não faltam títulos e honrarias. Mas existem predicados que no aspecto humano são atribuídos aos homens, visto que o que se leva em conta se restringem apenas aos parâmetros estabelecidos pela sociedade. Entretanto, no campo espiritual há predicados ou virtudes que por mais que os homens o façam por merecer, jamais poderá atribuí-los a si. A pergunta então é quem é digno? Jesus é o único que é digno de toma para si está honra. Apocalipse 5: 4-9 “... ninguém foi achado digno de abrir o livro, nem de o ler, nem de olhar para ele.  E cantavam um novo cântico dizendo: digno és de tomar o livro, e de abrir os selos, porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus...”. Jesus é o cordeiro que morreu para nos salvar e com o seu precioso sangue nos resgatou do pecado e da morte; ele sim é digno do nosso louvor, da nossa glorificação. I Pe 3:18 porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para nos levar-nos para Deus...”. O centurião conheceu  a graça, a misericórdia e aquele que é digno, e este é Jesus. Não somos dignos, mas aprouve o Senhor manifestar em nossas vidas a sua graça,abençoando-nos com sua tão grande salvação. 

JOSENILSON FÉLIX

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