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terça-feira, 14 de julho de 2015

AS QUATRO MULHERES AO PÉ DA CRUZ DE JESUS

AS QUATRO MULHERES AO PÉ DA CRUZ DE JESUS
“E junto à cruz estavam à mãe de Jesus, a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena”. (João 19:25).

A crucificação de Jesus foi um evento notável pois durante seu ministério como homem, o Senhor Jesus se tornou uma figura conhecida e popular, devido aos milagres que fez, embora fosse necessário pagar Judas Iscariotes para que o identificasse por ser uma pessoa comum.
“E disse: que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhe pesaram trinta moedas de prata”. (Mateus 26:15).


Por isso sua crucificação foi acompanhada por uma multidão de pessoas. Era aparentemente um fato contraditório pelo menos por aqueles que puderam ver no Senhor Jesus a sua graça. Mas, certamente havia ali curiosos, pessoas que ouviram sua mensagem, que foram curadas por ele, religiosos, enfim, todo tipo de pessoas. Mas, no meio desta multidão o Espírito Santo teve o cuidado de destacar e mencionar quatro mulheres que a tudo assistiam. Essas mulheres estavam ali, pois tiveram suas vidas marcadas pelo Senhor Jesus e estiveram com ele, até o fim. Cada uma delas possuía virtudes e qualidades que representam as características da Igreja Fiel ao longo dos tempos. Aquela que foi marcada pelo Senhor Jesus e estará com ele até o fim desta jornada ainda que passe por momentos difíceis. A característica de cada uma delas é mencionada a seguir e há uma grande lição para todos nós:
A primeira delas foi MARIA, MÃE DE JESUS, foi submissa e obediente à revelação. Quando o anjo Gabriel entregou-lhe a incumbência de gerar o Filho de Deus, ela aceitou, prontamente conforme texto a seguir:
“No sexto mês foi o anjo Gabriel enviado da parte de Deus, para uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria. 
E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo. 
Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no que significaria esta saudação.
Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus.
Eis que conceberás e darás à luz um filho a quem chamarás pelo nome de Jesus.
Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim.
Então disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenho relação com homem algum?
Respondeu-lhe o anjo: descerá sobre ti o Espírito Santo e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.
E Isabel, tua parenta, igualmente concebeu um filho na sua velhice, sendo este já o sexto mês para aquela que diziam ser estéril.
Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas.
Então disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra. E o anjo se ausentou dela”. Lucas 1:26-38.

Certamente para ela não era uma decisão fácil. O que sua família pensaria? O que José pensaria? Havia certamente um sentimento nobre em seu coração por José. Perderia o noivo? Estaria traindo a confiança do mesmo? Como explicar para toda a sociedade, que era na época muito mais rígida do que a atual, de que ela, mesmo ainda não tendo consumado seu casamento, estava grávida? Como lidar com as críticas? Certamente tudo isso deveria passar pela sua mente. Mas o que vemos na Palavra é que o Senhor nosso Deus providencia tudo e deu um sonho a José conforme está escrito em Mateus 1: 18 a 25.
“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo.
Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente.
Enquanto ponderava nestas cousas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo.
Ela dará à luz um filho e lhe porá o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.
Ora, tudo isso aconteceu, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta:
Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco).
Despertado José do sono, fez como lhe ordenara o anjo do Senhor, e recebeu sua mulher.
Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus”. 

Veja então, que a luta de Maria não foi fácil mas agora ela tinha um companheiro que a amava e que sabia o que se passava no seu coração. Assim somos nós, há aqueles que nos amam e que pelo Espírito Santo, o Senhor coloca ao nosso lado para nos ajudar a levarmos a nossa cruz até o fim.
Mas mesmo diante de tantas dificuldades Maria assumiu a missão dada pelo Senhor. Preferiu aceitar o projeto de Deus na sua vida e enfrentar a família e a sociedade daquela época. Preferiu agradar ao Senhor do que aos homens. Paulo expressa este mesmo sentimento na carta aos Gálatas:
Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo (Gl 1: 10).
A igreja fiel tem estas mesmas características. Um dia o Espírito Santo gerou uma Obra nas nossas vidas e aceitamos o projeto de Deus, mesmo que em meio a criticas, oposições de amigos e familiares. Para nós, o mais importante é OBEDECER e SERVIR ao Senhor. Maria recebeu algo que a confortou, a visita do anjo do Senhor. Nós, como igreja fiel temos visto a operação dos anjos ao nosso favor e temos a alegria da comunhão com o Espírito Santo. Há também os Josés ao nosso lado. Irmãos que verdadeiramente nos amam, que não nos expõem e que sempre estão conosco nas nossas lutas.
Não se preocupe com as conseqüências da sua decisão em servir ao Senhor pois a aqueles que são justos e que a amam como José e Maria ao Senhor Ele providenciará um milagre, dará um sonho, um sinal e eles também entenderão que o que esta gerado em você é Obra do Espírito Santo.
A outra mulher foi a irmã de Maria. Das quatro mulheres, é a única que não teve o nome citado, pois ela apresenta uma característica da igreja fiel: ela não é conhecida por rótulo, denominação ou título mas por uma característica: ELA É FIEL. Não é ser de uma determinada Igreja que nos torna servos, mas a nossa fidelidade de irmos até o fim com o Senhor Jesus. Representa aqueles que não se preocupam em terem posições na Igreja; terem seus nomes lembrados mas, que na igreja estão servindo ao Senhor Jesus e sempre estão ao pé da cruz.
A outra foi MARIA, MULHER DE CLEOPAS. Provavelmente este Cleopas era um discípulo de Jesus, um dos setenta que foi escolhido para pregar o Reino de Deus.
“Depois disso o Senhor designou outros setenta; e os enviou de dois em dois, para que o precedessem em cada cidade e lugar aonde ele estava para ir”. (Lucas 10:1).
Maria certamente estava ali por um sentimento, a gratidão ao Senhor Jesus por ter escolhido sua família para a realização da Obra do Senhor. A igreja fiel é grata pela operação de Deus no nosso lar. Na atualidade, verifica-se que famílias são desagregadas, filhos se rebelando contra pais, e pergunta-se: o que seria de nós se não fosse o chamado do Senhor Jesus? Maria recebeu a recompensa por sua fidelidade. A Palavra nos fala que Cleopas era um dos dois discípulos no caminho de Emaús que estavam com seus olhos como que fechados, esquecidos da ordem de Jesus de permanecer em Jerusalém. 
“Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que não o conhecessem” (Lc 24: 16).
“E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes”. (At 1: 4).
Após a ressurreição o Senhor Jesus vai até ele, abre seus olhos e ele retorna para Jerusalém. Se você tem um familiar que está com seus olhos fechados, longe do projeto de Deus, seja fiel ao Senhor, pois pela sua fidelidade o Senhor Jesus irá abrir os olhos dele e trazê-lo para Jerusalém, para a presença do Senhor.
“Crê no Senhor Jesus Cristo  e serás salvo, tu e a tua casa”. (At 16:31).
A última mencionada foi MARIA MADALENA. A Bíblia relata que os Senhor Jesus a libertou de sete espíritos malignos.
E algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalen, da qual saíram sete demônios”. (Lucas, 8:2).

Certamente que no momento da crucificação o único espírito que havia nela era o Espírito do Senhor. A igreja tem esta marca. Foi liberta por Jesus e é dirigida pelo seu Espírito. Diz à Palavra que depois de liberta, ela passou a seguir ao Senhor Jesus com todas as suas fazendas e podemos perguntar: o que são essas “fazendas”? Seriam nossos bens materiais? Certamente que não. Certa vez um escriba perguntou a Jesus qual era o principal mandamento e ele respondeu: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo seu coração, alma, força e entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo”. Mateus 22:37. Estas eram as “fazendas” de Maria Madalena, ela, como a Igreja, ama ao Senhor de todo seu coração, com toda sua alma, com toda sua força e com todo o seu entendimento.
Esta é a igreja fiel: Obediente a revelação, visitada e assistida pelos anjos, grata pela operação do Senhor na sua família, liberta pelo poder do sangue do Senhor Jesus e servindo ao Senhor com todas as suas “fazendas”. Vamos pedir ao Senhor que as qualidades destas quatro mulheres que estiveram ao pé da cruz possam também fazer parte da nossa vida. Aleluia.

João Luiz Lani

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