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Série de Estudos Sobre a 5ª Medida

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

CONSULTA AO SENHOR PELA PALAVRA: CONCEITO E PRÁTICA

Por Marco Elias

 O assunto foi dividido em 12 pequenos tópicos para melhor compreensão:

1 - O CONSELHO DE DEUS SEMPRE ESTEVE À DISPOSIÇÃO DO HOMEM
2 - HOMENS DE MUITAS PERGUNTAS E UM DEUS DE MUITAS RESPOSTAS
3 - ALGUMAS LIÇÕES QUE PRECISAMOS APRENDER
4 - DAVI: UM HOMEM SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS
5 - A AUTENTICAÇÃO DADA POR CRISTO
6 - OS APÓSTOLOS ERRARAM NA ESCOLHA DE MATIAS?
7 - DEUS AINDA FALA COM OS HOMENS NOS DIAS ATUAIS?
8 - A MULTIFORME GRAÇA DE DEUS
9 - O QUE É A CONSULTA À PALAVRA DE DEUS?
10 - INVENÇÃO DE HOMENS OU UM MEIO DE GRAÇA GENUÍNO?
11 - DEUS NÃO TRABALHA COM COINCIDÊNCIAS
12 - ALGUMAS EXPERIÊNCIAS COM A CONSULTA À PALAVRA


 PRIMEIRO PRECISAMOS COMPREENDER O CARÁTER DE DEUS

“Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos” – (Malaquias   3:6).

“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim” – (Lamentações 3:22).




1 - O CONSELHO DE DEUS SEMPRE ESTEVE À DISPOSIÇÃO DO HOMEM

“E apresentar-se-á perante Eleazar, o sacerdote, o qual por ele consultará, segundo o juízo de Urim, perante o Senhor; conforme a sua palavra sairão, e conforme a sua palavra entrarão, ele e todos os filhos de Israel com ele, e toda a congregação”. (Números 27:21).

A bíblia nos conta a história de homens e mulheres de Deus que sempre buscaram o conselho dele, para a tomada das decisões mais importantes de suas vidas. Tais pessoas nunca deixaram de conhecer os segredos de Deus, afinal os segredos dele   sempre estiveram reservados para aqueles que o temem.  (Salmos 25:14).



2 - HOMENS DE MUITAS PERGUNTAS E UM DEUS DE MUITAS RESPOSTAS

O diálogo de Deus com os homens permeia toda a história da humanidade desde o Éden até ao cumprimento (em um futuro próximo) das últimas palavras do Apocalipse.

Poderia citar diversos personagens bíblicos, que com a humildade dos que precisam perguntar (por necessidades físicas ou por aflição da alma) experimentaram um perfeito diálogo com o Eterno. O que dizer de Abraão, Isaque, Rebeca, Jacó, José, Rute, Samuel, Ester, Daniel, Paulo, Pedro, João e tantos outros que compõem a nuvem de testemunhas fiéis do Senhor?

Vejamos um pouco daquele diálogo entre Deus e os Homens:

Abraão - Quando soube que Sodoma seria destruída apresentou-se diante do Senhor para saber se seriam preservados os justos que porventura habitassem naquela cidade. Depois de muitas perguntas e respostas, Abraão ficou satisfeito com daquele encontro, pois sabia que a família de Ló, seu sobrinho, seria preservada.

Rebeca - Não entendendo o que sucedia em seu ventre, durante a gestação de Jacó e Esaú, foi perguntar ao Senhor por que isso estava sendo assim e a resposta dele foi que dela procederiam duas nações. Assim sucedeu.

Gideão - Alguns séculos mais tarde o povo de Israel estava na terra prometida, mas   estava cercado pelos inimigos, por conta de sua desobediência a Deus, mas ele levantou um homem chamado Gideão para liderar o povo em sua guerra de libertação. Vejamos o diálogo (através da oração) entre Gideão e o Deus de Israel e a forma diferente como Senhor lhe respondeu:

“E disse Gideão a Deus: Se hás de livrar a Israel por minha mão, como disseste, eis que eu porei um velo de lã na eira; se o orvalho estiver somente no velo, e toda a terra ficar seca, então conhecerei que hás de livrar a Israel por minha mão, como disseste. E assim sucedeu; porque no outro dia se levantou de madrugada, e apertou o velo; e do orvalho que espremeu do velo, encheu uma taça de água. E disse Gideão a Deus: Não se acenda contra mim a tua ira, se ainda falar só esta vez; rogo-te que só esta vez faça a prova com o velo; rogo-te que só o velo fique seco, e em toda a terra haja o orvalho. E Deus assim fez naquela noite; pois só o velo ficou seco, e sobre toda a terra havia orvalho”. – (Juízes 6:36-40)

Note que em toda a bíblia as respostas de Deus são dadas de forma muito variada e conforme cada necessidade: Nas passagens acima citadas, Ele respondeu a Abraão pelo “método de Deus” (Justiça e fidelidade). A conversa dele com Rebeca é semelhante ao diálogo de um pai de família com a sua filha (tem todas as respostas para instruir). Na resposta para Gideão ele usou o método de Deus e o método dos homens, uma vez que Gideão ofereceu o método e Deus apenas o aceitou, dando a garantia de que a guerra que ele havia planejado não era um “investimento de risco”.

Mas por que Deus aceitou o método de Gideão?
As ações de Gideão tornaram-se proféticas. Vejamos: O Senhor lhe respondeu a primeira vez com o velo molhado, o qual foi espremido e encheu uma taça, mas a terra estava seca. Esse ato nos aponta para Cristo derramando a sua vida no calvário e enchendo o nosso cálice com a sua salvação, mas a terra estava seca, semelhante ao coração do homem sem Deus e ao mundo sem Cristo.  Mas no dia seguinte a terra em redor estava molhada e o velo estava seco; “ele foi ferido pelas nossas transgressões e o castigo que nos traz a paz estava sobre ele”, Cristo se entregou pelo pecador e pelo sacrifício dele, toda a terra se encheu do “conhecimento da glória de Deus, como as águas cobrem o mar”. O orvalho bendito de Deus desce todos os dias sobre os nossos corações, que já não estão secos, mas regados com a benção da graça do Espírito Santo que nos alcançou sem medida.

Vejamos a confirmação disso pela boca do Senhor Jesus Cristo:“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” João 5:39. Ao usar o termo“Escrituras” o nosso Mestre referia-se ao antigo testamento.

Até aqui compreendemos que os homens possuem muitas perguntas e sempre precisam perguntar, mas Deus possui todas as respostas:“buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração”. (Jeremias 29:13).





3 - ALGUMAS LIÇÕES QUE PRECISAMOS APRENDER




O livro de Josué conta a história do engano dos gibeonitas, um episódio em que o povo de Israel não consultou ao Senhor para fazer aliança com um povo desconhecido e portanto arcou com os prejuízos da sua própria decisão: “Então os homens de Israel tomaram da provisão deles e não pediram conselho ao Senhor”. (Josué 9:14).

Os relatos bíblicos mostram que os prejuízos aconteciam sempre que o povo do Senhor consultava (pedia conselhos) a ele com ídolos no coração. O ídolo no coração é a predisposição humana de se fazer a própria vontade, mesmo que o Senhor fale o contrário. A consulta era feita, neste caso, apenas para desencargo de consciência. Quando isso acontecia, o Senhor respondia conforme o ídolo no coração daquele que consultava, e o prejuízo era certo (Leia Ezequiel 14: 4). Observemos o que aconteceu com o povo de Israel quando consultou ao Senhor, perguntando quem subiria contra os benjamitas para vingar a mulher de um levita, que fora violentada (Juízes 20: 18, 23, 26-28). Note que no capítulo 20, o Senhor permitiu que subissem à guerra repetidas vezes, nas quais derrotaram a tribo de Benjamim, essa era a dura vontade deles, mas note que isso trouxe um grande problema, o qual está narrado no capítulo 21. Qual era o ídolo que os israelitas traziam no coração? A sede de vingança.

Muitas pessoas negam a existência, em nossos dias, dos métodos de consulta a Deus, talvez por que tiveram uma decepção ou por que defendem um ponto de vista tradicionalmente estabelecido. Não nos cabe julgar as pessoas e expô-las publicamente (ainda mais quando se trata de irmãos em Cristo). Entretanto, vou citar dois homens que foram contemporâneos, os quais se sucederam no trono do reino de Israel: Saul e Daví. Ambos foram instrumentos nas mãos do Deus de Israel para que o povo obtivesse grandes vitórias nos confrontos com seus inimigos, porém aqueles homens cometeram falhas graves durante os respectivos reinados (os homens são imperfeitos). Saul rebelou-se contra Deus e a bíblia nos conta que o Senhor já não falava mais com ele, seja por Urin e Tumim (método usado no antigo testamento) ou através dos profetas. Saul terminou a história de seu reinado longe de Deus e envolvido com a feitiçaria. Davi permaneceu fiel a Deus, apesar das suas muitas falhas. Quando lemos a história dos dois reis em paralelo, notamos Saul lutando para permanecer no poder a qualquer custo, o bem maior dele era esse: reinar sobre Israel. Quando visualizamos a história de Davi percebemos que ele lutava com Deus para permanecer em sua presença, queria que o Senhor dos exércitos continuasse no governo da sua vida. “não retires de mim o seu Espirito Santo” (Salmo 51). O caro leitor percebeu a diferença?

A pergunta que sempre precisamos fazer para nós mesmos todos os dias: Quais ídolos me impedem de ouvir a voz de Deus e dialogar com ele?

Se você não crê, não deve consultar a Deus. “Aquilo que não é por fé, é pecado” Romanos 14:23b. A manifestação dos atos de justiça de Deus na vida de qualquer pessoa requer santificação, algo que destoa do evangelho midiático atual, o qual está cada vez mais racional e menos dependente de Deus.

Mas o apelo de Deus continua ecoando e muitas pessoas o estão ouvindo: “Mas o meu povo não quis ouvir a minha voz, e Israel não me quis. Portanto eu os entreguei aos desejos dos seus corações, e andaram nos seus próprios conselhos. Oh! se o meu povo me tivesse ouvido! se Israel andasse nos meus caminhos! Em breve abateria os seus inimigos, e viraria a minha mão contra os seus adversários. Os que odeiam ao Senhor ter-se-lhe-iam sujeitado, e o seu tempo seria eterno. E o sustentaria com o trigo mais fino, e o fartaria com o mel saído da rocha”. (Salmos 81:11-16).



4 - DAVI: UM HOMEM SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS

“E consultou Davi ao Senhor, dizendo: Irei eu, e ferirei a estes filisteus? E disse o Senhor a Davi: Vai, e ferirás aos filisteus, e livrarás a Queila. Porém os homens de Davi lhe disseram: Eis que tememos aqui em Judá, quanto mais indo a Queila contra os esquadrões dos filisteus. Então Davi tornou a consultar ao Senhor, e o Senhor lhe respondeu, e disse: Levanta-te, desce a Queila, porque te dou os filisteus na tua mão”. ( I Samuel 23:2-4).




Vejamos outros textos sobre Davi consultando ao Senhor para ir à guerra:
Davi persegue e destrói os amalequitas que saquearam Siclague (I Samuel 30: 7,8);
Davi vence os filisteus após ser ungido rei de Israel (II Samuel 5: 18-25).
Qual foi o método utilizado por Davi para consultar ao Senhor?
Provavelmente ele se utilizou do método recebido por Moisés em números 27:21. Note que ele pede que o sacerdote Abiatar lhe trouxesse o Éfode a vestimenta sacerdotal utilizada no momento da consulta. Não se sabe como era o processo, a prática da consulta, mas é inegável que havia um método preciso e a última palavra sobre ir ou não ir, fazer ou não fazer, pertencia ao Deus de Israel.



5 - A AUTENTICAÇÃO DADA POR CRISTO

Nota-se que a palavra do Senhor sempre serviu de guia e de bússola para o povo de Deus no decorrer da sua história. Nosso mestre Jesus afirmou: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam”- (João 5:39). Jesus deu o seu selo de autenticidade ao antigo testamento e também levantou homens que fossem ministros das palavras de um novo testamento, não na forma da lei, pois agora ele estava inaugurando o tempo da graça.

“Então, pela virtude do Espírito, voltou Jesus para a Galiléia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor. E ensinava nas suas sinagogas, e por todos era louvado. E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler. E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito: O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração, a pregar liberdade aos cativos, e restauração da vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor. E, cerrando o livro, e tornando-o a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele. Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos. E todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que saíam da sua boca; e diziam: Não é este o filho de José?” (Lucas 4:14-22)




Cabe aqui uma pergunta, a qual o leitor deverá responder com a devida honestidade. Aquele acontecimento estava no plano profético de Deus para aquele momento descrito na narrativa de Lucas ou trata-se de mera coincidência?




Poderíamos nos ater à sua ou à minha opinião, entretanto, se o leitor permitir, ficaremos com as palavras do próprio mestre para encerrar a questão: “Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos”. Esse“hoje” é determinante, tal qual aquele “hoje” dito ao ladrão da cruz (Lucas 23:43): “hoje estarás comigo no paraíso” - aquele era o momento no qual o verbo vivo de Deus se fazia presente, diante de centenas de testemunhas, para dar um novo rumo na história do pecador, esperando deste a decisão de aceitá-lo ou rejeitá-lo. O ladrão foi mais sensato do que a multidão que assistia ao espetáculo.

A expressão “hoje se cumpriu esta escritura” determina que aquele era um momento pertencente à economia de Deus, e que todos os atos dele foram previamente arquitetados pelo projetista da criação, que agora estava revelando aos homens o projeto da redenção.



6 - OS APÓSTOLOS ERRARAM NA ESCOLHA DE MATIAS?

Antes de responder a pergunta, leiamos o que o Senhor Jesus havia falado durante o seu ministério: “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”. (Mateus 18:18-20) - “Tome outro o seu bispado”. (Atos 1:20).




Nota-se que os apóstolos possuíam autoridade legítima, dada por Cristo, para efetuarem a escolha do décimo segundo apóstolo, uma vez que Judas estava morto, mas mesmo assim não decidiram de si mesmos, colocaram o assunto diante do Senhor. Primeiro eles fizeram uma seleção com base nas características e pré-requisitos que aprenderam do próprio Senhor: ter convivido com o Senhor Jesus desde o batismo de João até o dia da ascensão, e ter testemunhado a ressurreição. Isso restringiu as possibilidades a apenas dois candidatos. Um deles chamava-se Matias e o outro era chamado de Barsabás, o justo. Note que um daqueles homens (Barsabás) possuía uma notável reputação entre os irmãos da igreja primitiva, note pelo adjetivo “justo” que o qualificava. Se a escolha fosse minha ou sua, não é óbvio que escolheríamos o justo? Definitivamente Deus não pensa como os homens. Matias foi o escolhido. Isso nos lembra o caráter da salvação de Deus na vida do Homem, isto é, a salvação é pela graça e não pelas obras. “Pela graça sois salvos por meio da fé e isso não vem de vós; é dom de Deus”.

Mas lançar sortes não é anti-bíblico?

No antigo testamento era comum as pessoas lançarem sortes para se obter uma resposta da parte de Deus (estou falando do Deus de Abraão, Isaque e Jacó). O antigo testamento autorizava essa prática, e esse era também um dos métodos utilizados para se tomar decisões com o conselho de Deus. Note o texto de Provérbios 16:33 "A sorte se lança no regaço, mas do SENHOR procede toda a sua disposição". Esse método foi usado em todo o período do antigo testamento. Veja alguns textos:




Confira: Números 26:56, I Cronicas 26:14, Josué 19:17, Josué 19:24, Provérbios 18:18, Provérbios 16:33, I Cronicas 25:8, I Samuel 14:40-42.

“Disse mais a todo o Israel: Vós estareis de um lado, e eu e meu filho Jônatas estaremos do outro lado. Então disse o povo a Saul: Faze o que parecer bem aos teus olhos. Falou, pois, Saul ao Senhor Deus de Israel: Mostra o inocente. Então Jônatas e Saul foram tomados por sorte, e o povo saiu livre. Então disse Saul: Lançai a sorte entre mim e Jônatas, meu filho. E foi tomado Jônatas”. (1 Samuel 14:40-42).

Os homens passam, os métodos mudam-se, mas o caráter de Deus permanece imutável, tal qual ele mesmo avisou ao profeta: “Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos” - Malaquias 3:6 - Em outro lugar o profeta reconhece: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim” – (Lamentações 3:22).

Mudou-se a lei (o antigo testamento foi substituído pelo novo), mudou-se o sacerdócio, Cristo foi feito (pelo Pai) sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque. Mas quando examinamos as escrituras (a bíblia como um todo) percebemos que o caráter de Deus permanece imutável. Por isso Cristo disse a respeito do uso do antigo e do novo testamento pela igreja: “(...)todo o escriba instruído acerca do reino dos céus é semelhante a um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas” (Mateus 13:52). Leia também João 5:39.





7 - DEUS AINDA FALA COM OS HOMENS NOS DIAS ATUAIS?

Deus continua sendo consultado e continua respondendo pelos métodos dele, seja pelas orações respondidas diretamente ao que ora, ou pela multiforme graça de Deus descrita no novo testamento bíblico. Deus tem os métodos dele e não costuma consultar os teólogos para saber o que deve ser feito. Ele continua dando   graça aos humildes e resistindo aos soberbos. Depois que o véu do templo se rasgou de alto a baixo (não foi de baixo para cima) os fariseus não poderão nunca mais impedir o acesso do povo a uma experiência real com Deus. Muitos até tentam, mas são detidos pela glória daquele que desprezou o selo do império romano posto na porta do túmulo de Cristo, quando o ressuscitou dentre os mortos para ser Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Ele dirige todas as coisas com a força do seu poder. Ele não respeita os limites da minha “TEOLOGIA”! ELE é DEUS com toda a essência real e soberania que esta palavra consiga expressar e todos os dias eu preciso aprender novamente, que tudo o que eu sei não serve para ele, mas ele me AMA!

Isso é simplesmente maravilhoso! 

O REI E EU ANDAMOS NA ESTRADA DA VIDA ...


8 - A MULTIFORME GRAÇA DE DEUS

Vamos entender alguns conceitos:

Meios de Graça: São os diversos meios e operações da multiforme graça de Deus utilizada pelos cristãos sob a orientação do Espírito Santo para aprofundar no relacionamento e na comunhão com Deus. Dentre eles podemos citar o louvor, a oração, o jejum, a consulta à palavra e outras formas diversas que nossos irmãos em Cristo (independente de placas de igrejas ou denominações) utilizam para obter comunhão e edificar a igreja de Cristo.

“Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”. (1 Pedro 4:10).

Compreenda o termo: Multiforme - mul.ti.for.me - adj (lat multiforme) 1 Que tem muitas formas ou aspectos; polimorfo. 2 Que se manifesta de várias maneiras.

O texto nos leva ao entendimento que a operação dos diversos meios de graça manifesta-se das mais variadas formas. Tomemos como exemplo o louvor. A bíblia no diz que Deus habita nos louvores (SL 22:3), portanto o louvor torna-se um meio de graça quando Deus por ele opera livramentos em favor do seu povo. Vejamos o seguinte: o rei Jeosafá foi a uma batalha e enviou o grupo de cantores à frente da peleja (isso é loucura para qualquer homem racional) se ele fosse agir pela lógica humana (racionalismo) ele deveria enviar à frente os melhores homens do exército. Quando trocamos a nossa lógica pela revelação de Deus, Ele opera, pois não mente, não empenha sua palavra em vão, ele não te convida para a peleja e vai embora te deixando sozinho para ser derrotado pelo inimigo. Quando os   cantores começaram a entoar o louvor, Deus entrou na peleja e o resultado foi uma bela vitória de um povo que não tinha chance alguma diante do massacre anunciado. (II Crônicas 20). Deus tem pelejado as nossas batalhas.
Paulo e Silas cantavam louvores e perto da meia noite, Deus abriu as portas da prisão. Partiram-se as algemas, pois o louvor (que é um meio de graça) criou um ambiente propício para à manifestação da multiforme graça de Deus.  Se Paulo e Silas estivessem murmurando ou reclamando entre si que não mereciam estar ali, será que Deus teria operado aquele milagre? (Atos 16).


Podemos citar o Jejum (Atos 13:1 e 2), a oração (Atos 4:31), dentre outros. De forma que “as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas” (2 Coríntios 10:4).

Não são carnais, não são concepções humanas que os homens aprendem assentados nos bancos das faculdades de teologia, embora os cursos sejam muito bons e sejam úteis de alguma forma, mas não formam cidadãos para o reino dos céus. O que forma cidadãos para o reino dos céus é a ação viva do Espírito Eterno De Cristo nos corações dos homens e a obediência à sua palavra.

9 - O QUE É A CONSULTA À PALAVRA DE DEUS?

A expressão “consulta à palavra” refere-se ao método pelo qual alguns cristãos evangélicos buscam respostas de Deus para a tomada de decisões importantes. O método se dá através da oração a Deus, pedindo uma resposta através da bíblia. Para este ato deve-se considerar que a pessoa que faz a consulta preencha os seguintes requisitos:

É do nosso conhecimento que irmãos de outras denominações também fazem esse procedimento, vou mencionar apenas o modo usado pela Igreja Cristã Maranata e as condições para que aconteça.


A pessoa que consultará determinado assunto deve:
1 - Ser um servo (a) de Deus, estar em comunhão (intimidade) com o Senhor.
2 - Estar apto(a) a obedecer a Deus.
3 - Usar o clamor pelo Sangue de Jesus (libertação).
4 - Apresentar o assunto diante do Senhor e pedir que ele responda pela sua palavra.
5 - Sobre o que se deve consultar a palavra: Sobre dons Espirituais, visitas, serenatas, direção para o culto, viagens de passeio, compra de algum bem, assuntos particulares, etc.




10 - INVENÇÃO DE HOMENS OU UM MEIO DE GRAÇA GENUÍNO?




Um fato que precisa ser notado e considerado é que o modo de vida apresentado e vivido por uma igreja é fruto das vivências e experiências espirituais de seus membros. Assim a consulta à palavra surgiu como fruto das experiências de homens e mulheres de Deus que experimentaram uma forma de vida em total dependência de Deus e da sua palavra. Esse meio de graça (não é uma doutrina – é um método de busca a Deus) foi legitimado no meio evangélico por um único motivo: Ele sempre funcionou na vida daqueles que o praticam como forma de obediência a Deus. “Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com ele” - (2 Crônicas 16:9). Em contrapartida, a utilização da consulta à palavra sem a comunhão necessária com o Senhor ou não crendo na eficácia dela é no mínimo um equívoco e pode tornar-se um desastre, pois não haverá resposta, ou se houver provavelmente se cumprirá o que o senhor disse ao profeta em Ezequiel 14:4.

A história das igrejas de Cristo, principalmente as pentecostais, nos demonstra que os homens e mulheres de Deus que quiseram buscá-lo com maior ousadia e maior entrega, sempre alcançaram mais graça (refiro-me à manifestação dos dons sobrenaturais de Deus nas igrejas). Esse alcance não se deu por serem melhores que os demais, mas por serem mais dependentes, por buscarem maior intimidade com o altar da graça de Cristo. Vejamos um exemplo mencionado por Orlando Boyer: “Não há história que comova e inspire tanto quanto a daqueles anos de luta da viúva, mãe de Dwight”. (Livro: heróis da fé – editora CPAD).


Boyer estava certo, a biografia de Dwight Moody relata que Betsy Moody (sua mãe) ficou viúva estando grávida de gêmeos e tendo ainda outros sete filhos, sendo Moody o sexto. Recebeu vários conselhos para dar os filhos a outras famílias. Ela não gostava que falassem nisso. Betsy sempre orava ao Senhor e conseguiu com muito esforço criar todos os filhos em seu próprio lar. Todas as noites ela colocava os filhos para dormir e certificando-se que realmente estavam dormindo, ela caia de joelhos aos pés do Senhor. Uma de suas filhas por vezes levantava no meio da noite e sempre encontrava a mãe de joelhos orando.
Veja um trecho do livro “Seara em Fogo - A vida de Moody”, capitulo 1, página 9 - Editora CPAD,  7ª Edição 2001: “Quanto a Betsy Moody o que lhe restava fazer era mourejar de madrugada, por na cama aquela imensa ninhada que Deus lhe dera, cobrir o rosto com as mãos e chorar horas a fio. Certa noite enxugou o seu rosto, agarrou a bíblia e abriu-a para ler. Caíram-lhe os olhos no verso 11 do capitulo 49 de Jeremias:  “Deixa os teus órfãos, eu os guardarei em vida; e as tuas viúvas confiarão em mim” Jeremias 49:11”.




Este texto a sustentou sempre desde aquela noite. Mais tarde descobriu-se que esse versículo estava circulado em sua bíblia, como se ela temesse perdê-lo por alguma infelicidade. (Confira o capítulo 1 da obra que acabamos de citar).




Voltemos às palavras do próprio Moody: "Pode-se esperar outra coisa a não ser que os filhos ficassem ligados à mãe e que crescessem para se tornarem homens e mulheres que conhecessem o mesmo Deus que ela conhecia?” - Assim se expressou Dwight, ao lado do ataúde quando ela faleceu com a idade de noventa anos.  (...) Ao contemplar o êxito de Dwight L. Moody, somos constrangidos a acrescentar: - Quem pode calcular as possibilidades de um filho criado num lar onde os pais amam sinceramente ao Pai celestial (...)? (Trecho extraído do livro “Heróis da Fé” de Orlando Boyer, editora CPAD).

Vejamos o trecho de um artigo de Norbert Lieth - Diretor da Chamada da Meia-Noite Internacional:

(...) "É claro que o Senhor pode falar de forma muito pessoal conosco por meio de uma palavra qualquer; provavelmente todo cristão pode testemunhar que isso acontece, alegrando-se com esse fato. Ainda assim não podemos aplicar os versículos bíblicos de forma aleatória e tola à nossa própria situação. Um exemplo: há algum tempo precisei ir com urgência à cidade de Hannover para conduzir um funeral. A previsão do tempo era a pior possível, havia alerta de tempestade, fortes nevascas, as ruas estavam escorregadias e os voos estavam muito atrasados ou eram até cancelados. Alguns irmãos na fé aconselharam-me a não voar de jeito nenhum; seria muito melhor se eu viajasse com o trem noturno. Quanto mais eu prestava atenção aos amigos e ao meu próprio amedrontamento, mais inseguro ficava. Naquela noite tivemos uma reunião de oração. Alguns minutos antes do início abri minha Bíblia na esperança de, talvez, encontrar uma resposta ali. Meu olhar caiu sobre Lamentações 1.1-2: “...Tornou-se como viúva... Chora e chora de noite, e as suas lágrimas lhe correm pelas faces; não tem quem a console...” Lembrei da minha esposa – e fiquei ainda mais inseguro. Será que eu deveria viajar de avião? Conversei com ela em casa e ela disse que, em sua opinião, eu deveria voar despreocupadamente, pois voltaria são e salvo para casa. E, graças a Deus, foi o que aconteceu.

Essa insegurança pode surgir quando arrancamos as passagens de seu contexto. É preciso estar atento para que tudo aquilo que ensinamos, pregamos ou aprendemos em nossa “hora silenciosa” corresponda ao fundamento bíblico e não seja arrancado de seu contexto". (...). (o destaque vermelho é nosso).
Extraído do link: http://www.chamada.com.br/mensagens/falsos_profetas.html

Note que o autor não conseguiu discernir o contexto da mensagem, mas sua esposa prontamente o alertou para o verdadeiro sentido do texto e o propósito de Deus para a sua vida naquele momento.

As vezes somos surpreendidos com o relato de irmãos em Cristo de outras denominações evangélicas que fazem uso (de acordo com o método deles) da consulta à palavra. Pois como nós, eles também creem que o texto de Hebreus 4:12 continua bem atual. A palavra é viva e o autor dela que vive também tem um compromisso com ela.

Podemos concluir que a consulta à palavra não é uma invenção de uma denominação evangélica especifica, mas sim, uma experiência vivenciada por servos de Deus que alcançaram e descobriram esse método (revelado pelo Espírito Santo) e o utilizam como um dos possíveis meios da multiforme graça de Deus. As respostas acontecem por um motivo nobre, isto é, o dono da multiforme graça, não segue padrões humanos, mas tem prazer em compartilhar os seus segredos com aqueles que o temem e sabem honrar o nome DELE!

"Porque a minha mão fez todas estas coisas, e todas estas coisas foram feitas, diz o Senhor; mas eis para quem olharei: para o pobre e abatido de espírito e que treme diante da minha palavra" Isaías 66:2
 
Podes crer, se a consulta à palavra não funcionasse a igreja não a utilizaria!

11 - DEUS NÃO TRABALHA COM COINCIDÊNCIAS




O termo “coincidência” é utilizado para se referir a eventos com alguma semelhança, mas sem relação de causa e consequência. A soberania de Deus não trabalha com coincidências. Cada arvore produz o seu fruto pertinente. Cada ação da Igreja terá os seus resultados.

Para o povo de Israel Deus abriu o mar, mas recolheu Moisés antes de abrir o rio Jordão para Josué. Para Elias e Eliseu Deus tornou abrir o Jordão, mas Cristo simplesmente andou por sobre as águas. Pedro não quis ficar fora daquele grande momento e acabou sendo o único homem que caminhou com Cristo sobre as águas - os demais ficaram no barco. Há crentes que facilmente esquecem que Deus nos abriu um novo e vivo caminho e que não precisamos ficar na mesmice daquela teologia apagada que não produz vida. Quando estivermos dispostos a dizer “fala Senhor que o teu servo ouve” como fez o menino Samuel que virou profeta, haverá também uma resposta de Deus: “Eis que vou fazer uma coisa nova...” – Deus estava retirando o sacerdócio de um homem experiente, porém infiel e transferindo o futuro de seu povo a um menino! – Isso vai contra a lógica humana.

A igreja reunida tem a permissão de Cristo para estabelecer regras, estabelecer seu próprio estatuto e cumpri-lo, desde que ele esteja de acordo com a sã doutrina da Bíblia sagrada. Foi o mestre que disse:

“Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”. (Mateus 18:18-20).

Parece que é por isso que a consulta à palavra de Deus continua funcionando em nossas igrejas e em nossos lares e o nosso Deus permanece magnífico em suas respostas. Entretanto pode-se dizer que este método nunca funcionará com os críticos da internet, pregadores de cessacionismo e semeadores de contendas entre irmãos, por motivos óbvios, vejamos:

“Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos(1), língua mentirosa(2), mãos que derramam sangue inocente(3), O coração que maquina pensamentos perversos(4), pés que se apressam a correr para o mal(5), A testemunha falsa que profere mentiras(6), e o que semeia contendas entre irmãos(7)”. – (Provérbios 6:16-19).

Alguém poderá afirmar que o texto faz referência a irmãos de sangue e não aos membros da igreja. Absolutamente correto. Porém o sentido do texto será alterado à luz do novo testamento: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome” – (João 1:12) - Se são filhos, logo são todos irmãos.

Se Deus considera abominável o ato de semear contendas entre irmãos de sangue, apreciará porventura aqueles que semeiam contenda entre os irmãos que foram comprados com o sangue precioso de seu filho e adquiriram o direito de serem irmãos em Cristo?

Deus não nos deu o direito de fazer guerra na internet, expondo o evangelho de Cristo à vergonha.

Pergunta final: A consulta à palavra funciona?
Resposta final: Leia o texto de Isaías 66:2 e Hebreus 4:12 e tire suas conclusões.





12 - ALGUMAS EXPERIÊNCIAS COM A CONSULTA À PALAVRA

Observação: Não temos o hábito de citar nomes de pessoas, pois aprendemos que toda a glória deve ser dada a Cristo.

Experiência 1 - Uma senhora não cria na consulta à Palavra, e uma noite sonhou que se encontrava num barco, perdida no meio do mar, em uma tempestade. Na ocasião ela passava por um momento difícil na sua vida. No sonho ela via junto ao timão do barco, uma Bíblia aberta, e o vento virava suas páginas e quando ela lia o que estava escrito, descobria as manobras que deveria dar no barco, e depois de várias viradas de páginas, ela conseguia sair daquela tempestade e chegar em um lugar seguro. A partir desse dia passou a crer e a viver a consulta à Palavra.

Experiência 2 - Um irmão no Rio de Janeiro procurava um terreno para comprar para a igreja, descobriu um, mas não conseguiu localizar o proprietário. Estava quase desistindo quando consultou se deveria fazê-lo. O Senhor respondeu: “Entra neste negócio, porque ele te pertence por herança”. O irmão insistiu e descobriu num cartório antigo, numa rua estreita, que o terreno era de um parente seu que havia morrido a muito tempo, e que ele era o legítimo herdeiro daquele terreno.

Experiência 3 - Certo irmão queria vender seu carro que estava batido. Para melhorar o aspecto do carro, mandou fazer um serviço rápido e mal feito, e o colocou à venda. Outro irmão apareceu interessado em comprá-lo, mas ele com a consciência pesada, consultou ao Senhor para ver se devia vender o seu carro àquele irmão. O texto tirado foi Ezequiel 15: 5 - “Se estando inteiro para nada servia, quanto mais agora que está quebrado”.

Experiência 4 – Certo irmão resolveu comprar uma carga de ovos. Mas ao consultar ao senhor pela palavra descobriu que os ovos estavam estragados. Deus não deixa o fiel enganado. (Jó 6: 6).

Experiência 5 - O diácono que era responsável pelas viúvas da igreja consultou ao Senhor para deixar de fazer aquele trabalho. Veja a resposta em Isaías 1: 17. Ele continuou realizando seu trabalho.

São apenas algumas entre milhares de experiências que o nosso povo tem alcançado por meio da consulta à palavra. Tais experiências denotam que servimos a um Deus de repostas, rico e poderoso. Os homens mudam, os céus e a terra irão passar, Ele, todavia nunca mudará.


Você já o conhece, tal qual ELE quer que você o conheça?







MARANATA!!! ELE VEM!!!

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