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quarta-feira, 8 de março de 2017

HISTÓRICO DA BÍBLIA

HISTÓRICO DA BÍBLIA
Bíblia é uma palavra de origem grega. Sua forma original é βίβλια, que é o plural de βίβλιον, cuja transliteração é bíblion, rolo ou livro.

“Bíblos” era o nome de uma antiga cidade Fenícia, atual Jubayl, muito conhecida na antiguidade pela comercialização e exportação de papiros. A palavra grega para papiro era “biblos”, derivada do nome dessa cidade. O papiro em rolo foi o primeiro material usado para escrita pelos antigos egípcios, gregos e romanos devido a sua facilidade de obtenção e uso, além de sua durabilidade. Com o passar do tempo, essa expressão passou a designar o conjunto de livros inspirados por Deus que compõem a Bíblia.

A história nos indica que o nome Bíblia foi aplicado às Sagradas Escrituras pela primeira vez no século IV por João Crisóstomo, patriarca de Constantinopla e pregador da Palavra de Deus.

A Bíblia faz referência a si própria como:
· “Escrituras” (Mt. 21.42),
· “Sagradas Escrituras” (Rm. 1.2),
· “Livro do Senhor” (Is. 34.16),
· “A Palavra de Deus” (Mc. 7.13; Hb. 4.12),
· “Os Oráculos de Deus” (Rm. 3.2).

2.1 A BÍBLIA FOI ESCRITA EM DIVERSOS MATERIAIS
 Foram usados vários materiais para escrever a Bíblia, dos quais se podem mencionar: tábuas de pedra, papiro, pergaminho, papel e, atualmente, disponível nos aparelhos eletrônicos, como celulares e tablets.

As Bíblias escritas em tábuas de pedra foram feitas no Egito antigo com inscrições entalhadas em pedras ou rochas.

A arqueologia tem apresentado descobertas de tabletes de pedra que os antigos governantes ordenavam fazer para eventos festivos ou religiosos. Como exemplo dessas tábuas de pedra, podem ser citados o Código de Hamurabi e os Dez Mandamentos (Êx 24.12).

O papiro, que foi citado anteriormente, era uma espécie de papel rudimentar, feito de folhas extraídas de uma planta originária do Rio Nilo, que era processada e prensada, e servia para a escrita. Esta técnica foi sendo aprimorada e surgiram os rolos de papiro. A arqueologia comprova sua utilização desde o século XI a.C. na Fenícia; na Assíria e Babilônia, desde o século VII a.C.; e no Egito, em todos os períodos. Pode-se evidenciar que, entre os objetos encontrados em 1947 nas cavernas de Qumram , havia papiros pertencentes ao século II a.C.

Já o pergaminho era feito de couro curtido de animal, em geral peles de cabras e ovelhas, e tinha a forma de rolo. Eram costurados, chegando a medir até vinte metros de comprimento. A forma de rolo em papiro ou pergaminho foi usada para escrever o Antigo Testamento. A partir do segundo século d.C., o rolo começou a ser substituído por folhas dobradas e costuradas chamadas de códice. Os cristãos dessa época utilizavam esse material para registrar textos da Bíblia. Vale lembrar que, embora as Escrituras tenham surgido em anos posteriores da história, os israelitas utilizavam uma forma antiga de narrar os fatos de seu povo, que era a mensagem oral.

2.2 ABRANGÊNCIA HISTÓRICA E GEOGRÁFICA
A Bíblia foi escrita num período de aproximadamente 1600 anos. O Antigo Testamento foi escrito entre os anos de 1500 e 450 a.C. e o Novo Testamento, entre 45 e 90 d.C.

Deus inspirou 40 escritores, entre eles encontram-se reis, príncipes, poetas, profetas, pescadores, boiadeiro e outros. Algo interessante é que esses homens possuíam características diferentes, uns sendo preparados intelectualmente, bem situados socialmente, outros, porém, sem cultura.

No entanto, embora houvesse essas diferenças, a Bíblia não possui contradições. Justifica-se isto, portanto, pelo fato de a Palavra de Deus ter sido inspirada por um só Autor, o Deus eterno.

De fato, é algo que só se pode explicar como algo misterioso da parte de Deus. Os textos da Bíblia passaram de geração em geração, foram copiados em diversos idiomas, por diversas pessoas, em locais diferentes; no entanto, possui uma extraordinária unidade em seus escritos, sendo que os textos se mantêm fiéis aos originais.

Quanto ao aspecto histórico, a Bíblia contempla os primórdios desde os registros no livro de Gênesis antes de Abraão, passando por referências à Mesopotâmia e Egito, até uma perspectiva ampla da expansão do cristianismo nos primeiros séculos de nossa era, e, após isto, o livro do Apocalipse.

Quanto à geografia bíblica, estende-se da Espanha ao Irã e da região sul da península Arábica e o leste da África a Filipos, no norte da Grécia. Os territórios de Israel e Cisjordânia ocupam a maior parte da narrativa bíblica.

3 AS DIVISÕES DOS LIVROS DA BÍBLIA
A Bíblia tem 66 livros e é dividida em dois grandes grupos de livros: o Antigo e o Novo Testamento.

O Antigo Testamento possui 39 livros e apresenta a história do mundo desde sua criação até os acontecimentos após a volta dos judeus do exílio babilônico, no século IV a.C.

O Novo Testamento possui 27 livros e narra a biografia do Senhor Jesus ─ nascimento, vida, morte e ressurreição ─ bem como seus ensinamentos, a doutrina dos apóstolos e a história da igreja desde a sua instituição até o fim dos tempos.

A palavra utilizada para “testamento" vem do hebraico berith que significa concerto, acordo, aliança, pacto. Ela representa o concerto de Deus com Israel, que foi feito no Monte Sinai por meio de Moisés (Êx. 24.1-8; 34.10-28). Esse concerto foi substituído por uma nova aliança através da morte e o derramar do sangue do Senhor Jesus Cristo (Jr. 31.31-34).

3.1 O ANTIGO TESTAMENTO
O Antigo Testamento relata a relação de Deus com seu povo, Israel. Foram cerca de trinta escritores, sendo o hebraico o idioma predominante, com curtos trechos em aramaico, uma língua semítica aprendida pelo povo de Israel durante seu exílio na Babilônia.

O Antigo Testamento está dividido em:

· Os livros da Lei, 5 Livros: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
· Os livros Históricos, 12 Livros: Josué, Juízes, Rute, 1º Samuel, 2º Samuel, 1º Reis, 2º Reis, 1º Crônicas, 2º Crônicas, Esdras, Neemias e Ester.
· Os livros Poéticos, 5 livros: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cântico dos Cânticos.
· Os livros dos Profetas Maiores, 5 livros: Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel e Daniel.
· Os livros dos Profetas Menores, 12 livros: Oseias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

3.2 O NOVO TESTAMENTO
O Novo Testamento foi escrito na segunda metade do primeiro século, quase em sua totalidade no grego koiné, a linguagem comum da época e bem diferente do grego clássico dos eruditos.

O Antigo Testamento era a mensagem de Deus transmitida a seu povo Israel; já o Novo Testamento registra o Verbo encarnado na pessoa de Jesus Cristo como a Palavra Viva de Deus.

O Novo Testamento está dividido em:

· Os livros Biográficos, os Evangelhos, 4 livros: Mateus, Marcos, Lucas e João.
· O livro Histórico, 1 livro: Atos dos Apóstolos.
· As Cartas, 21 livros: Romanos, 1ª. e 2ª. Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1ª. e 2ª. Tessalonicenses, 1ª. e 2ª. Timóteo, Tito, Filemon, Hebreus, Tiago, 1ª. e 2ª. Pedro e 1ª., 2ª., e 3ª. João e Judas.
· O livro Profético, 1 livro: Apocalipse.

3.3 DIVISÃO EM CAPÍTULOS
Os textos originais da Bíblia não são divididos em capítulos e versículos. Essa divisão se deu com o objetivo de facilitar a leitura e a localização das referências textuais do Livro Sagrado. O professor Stephen Langton a dividiu em capítulos no ano de 1227 d.C. A Bíblia tem 1.189 capítulos, sendo 929 capítulos do Antigo Testamento e 260 capítulos no Novo Testamento.

3.4 DIVISÃO EM VERSICULOS

No ano de 1551 d.C., o Sr. Robert Stephanus agrupou os textos em versículos. A Bíblia tem 23.214 versículos no Antigo Testamento e 7.959 versículos no Novo Testamento.

4 LIVROS CANÔNICOS E APÓCRIFOS

4.1 LIVROS CANÔNICOS
Daí deriva o significado secundário que se refere a uma regra ou padrão de conduta, uma forma de lei. Por extensão de sentido, a palavra cânon, ou cânone, significa “aquilo que é conforme a medida ou conforme o padrão”.

Após algumas mudanças de significados, acabou sendo finalmente aplicada aos livros da Bíblia. Por conseguinte, os livros canônicos da Bíblia são aqueles considerados com qualificação de inspiração divina para serem incluídos nas Sagradas Escrituras.

4.2 LIVROS APÓCRIFOS
A etimologia do termo apócrifo é do grego, απόκρυφος, e do latim, apocryphus. Em português, além de dizer respeito a uma obra religiosa destituída de autoridade canônica, significa também “falso, inautêntico”. Os livros Apócrifos são conhecidos ainda como livros Pseudocanônicos e foram escritos por cristãos e por alguns chamados pré-cristãos. Em virtude de sua inconsistência com o conjunto de mensagem bíblica, são rejeitados como sendo inspirados por Deus.

A inclusão desses livros apócrifos na Bíblia foi feita pela igreja romana no Concílio de Trento em 18 de abril de 1546, para servir de reação ao movimento protestante que combatia diversas doutrinas da igreja romana contrárias à Bíblia. Os livros apócrifos apresentam certas referências que citam o purgatório, a oração pelos mortos, a salvação mediante as obras, entre outras.

Os apócrifos são compostos por sete livros completos: Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Baruque, Sabedoria e Eclesiástico e alguns acréscimos ao texto dos livros de Ester (10.4 a 11.1 a 16.24) e Daniel (3.24-90; capítulos 13 e 14).

Esses livros e fragmentos adicionais são chamados de deuterocanônicos pela igreja romana, e de apócrifos, pelos evangélicos, e foram escritos durante os dois últimos séculos a.C.

Esses livros não suportam a menor prova de autenticidade e inspiração divinas, pois se referem contrariamente às doutrinas básicas da Palavra de Deus e apresentam coisas secretas, místicas e ocultas.

Seguem alguns exemplos de heresias contidas nos livros apócrifos:
· Justificação pelas obras, Tobias 4.7-11; 12:8.
· Um anjo engana Tobias e o ensina a mentir, Tobias 5.16 a 19.
· Superstições, feitiçarias e artes mágicas, Tobias 6.5, 7-9.
· Mediação dos Santos, Tobias 12.12.
· Culto e missa pelos mortos, 2º. Macabeus 12.43.
· A oração pelos mortos, 2º. Macabeus 12.44 – 46.
· O próprio autor não se julga inspirado, 2º. Macabeus 15.37-38.
· A água apaga o fogo ardente e a esmola resiste aos pecados, Eclesiástico 3.33.
· Ensinam a existência de um lugar chamado purgatório, Sabedoria 3.1-4.

5 AS TRADUÇÕES DA BÍBLIA

5.1 OS CÓDIGOS ANTIGOS
Os códices eram pequenas placas enceradas (frequentemente de marfim ou de madeira) usadas pelos antigos romanos para escrever. A palavra tem origem no latim, codex, que significa código, coleção de leis.

O códice, como nova materialidade da escrita, transformou profundamente as formas de lidar com o texto, pois gradativamente substituiu o rolo de pergaminho como suporte da escrita. Posteriormente, o códice foi substituído pelo livro impresso.

O códice, por permitir uma forma mais agradável de manipular o texto e de localizá-lo mais facilmente, foi, na verdade, um marco na escrita. Podem ser citados o Codex Alexandrinus, o Codex Bezae, o Burana Codex, o Codex Leningrad, o Codex Regius, o Codex Sinaiticus, o Codex Vaticanus, dentre outros.

O Codex Alexandrinus abrange a Septuaginta e grande parte do Novo Testamento. Foi escrito na primeira metade do século V. É um dos três mais importantes manuscritos de toda a Bíblia em grego. Os outros são o Codex Sinaiticus e o Codex Vaticanus. O nome Alexandrinus é uma referência a Alexandria, pois, acredita-se que é onde esse manuscrito foi originalmente escrito. O Codex Sinaiticus é um dos mais importantes manuscritos gregos já descobertos, escrito no século IV, é um dos códex mais antigos e tem grande importância literária por ser o único códex que contém todo o Novo Testamento.

O Códice de Leningrado foi escrito em pergaminho e é um dos mais antigos e mais completos manuscritos do texto massorético da Bíblia hebraica. Esse manuscrito serve como texto básico para modernas traduções da Bíblia.

O Codex Vaticanus pertence ao século IV. Foi considerado por estudiosos do idioma grego como o melhor manuscrito do Novo Testamento. É um dos manuscritos mais antigos da Bíblia, sendo inclusive ligeiramente mais antigo que o Codex Sinaiticus. Ele é um dos manuscritos escritos em letras gregas unciais (maiúsculas).

5.2 AS PRIMEIRAS TRADUÇÕES DA BÍBLIA 
Acredita-se que a versão mais antiga de tradução da Bíblia hebraica seja a Septuaginta, que é a tradução do Antigo Testamento hebraico para o grego popular (koinê). Ela foi encomendada por Ptolomeu II, rei do Egito, para sua biblioteca em Alexandria.

A Septuaginta (em latim abreviada para LXX) é a tradução bíblica que, segundo a tradição religiosa, teria sido feita por 72 sábios rabinos, sendo seis de cada uma das doze tribos de Israel, aproximadamente dois séculos antes de Cristo.

Devido ao domínio grego entre os séculos IV e I a.C., o grego koinê era conhecido e aceito pela população em geral. A versão foi muito bem recebida, principalmente pelos judeus alexandrinos que foram os seus principais divulgadores nas províncias de domínio helenista. A Septuaginta ficou tão conhecida no meio religioso que suplantou os escritos em hebraico.

A Vulgata é a tradução bíblica para o latim, feita por Jerônimo, um dos pais da Igreja, aproximadamente em 400 d.C.

No caso do Antigo Testamento, Jerônimo fez uma nova tradução a partir do original hebraico, pois as traduções latinas existentes na época haviam sido feitas a partir da Septuaginta grega. A dedicação deste respeitado biblista foi tamanha que ele foi viver na Palestina durante vinte anos para estudar hebraico com rabinos e fazer uma tradução fiel aos originais. “Vulgata” significa “divulgada” ou “difundida”. O nome vem da expressão vulgata versio, isto é "versão de divulgação para o povo", e foi escrita em um latim cotidiano.

Embora não tenha sido imediatamente aceita por ser diferente das outras traduções conhecidas na época, tornou-se o texto oficial do cristianismo ocidental. Neste formato, a Bíblia difundiu-se por todas as regiões do Mediterrâneo, alcançando até o Norte da Europa.

O termo Vulgata se consolidou a partir da edição da Bíblia de 1532.

5.3 TRADUÇÃO NA EUROPA
· John Wycliffe (Língua Inglesa) Nascido em 1320, no interior da Inglaterra, John Wycliffe, considerado um dos precursores da Reforma Protestante, tem o seu nome associado à primeira tradução da Bíblia para o inglês.

Os líderes da igreja romana se opuseram violentamente à Bíblia em inglês e perseguiram Wycliffe.

· Martinho Lutero (Língua Alemã)
Enquanto estava refugiado no castelo de Wartburg, Martinho Lutero traduziu o Novo Testamento para o alemão, tradução esta publicada em setembro de 1522.

A tradução do Antigo Testamento custou-lhe 12 anos de trabalho, e, para isto, contou com a colaboração de uma equipe de professores de Wittenberg. O Antigo Testamento em alemão foi impresso em 1534. A evolução da língua alemã moderna foi em grande parte influenciada por essa tradução.

· Reina-Valera (Língua Espanhola)
A tradução original foi feita por Casiodoro de Reina, em 1569, e a revisão, em 1602, por Cipriano de Valera. Daí o nome Reina-Valera. Entre os povos de fala espanhola, a tradução Reina-Valera é a mais apreciada pelos evangélicos, assim como a Almeida é para os povos de língua portuguesa.

· King James Version (Língua Inglesa)
Esta versão combinou traduções anteriores, incluindo as de Wycliffe e William Tyndale. O nome “versão do rei James” (King James Version) se dá em virtude de ter sido a tradução encomendada por um rei britânico. Embora já tenha completado quatro séculos (foi publicada em 1611), essa tradução é ainda muito usada nos países de língua inglesa. É o livro mais publicado na língua inglesa até os dias de hoje.

5.4 A BÍBLIA EM PORTUGUÊS 
A primeira tradução completa do Novo Testamento para o português foi feita por João Ferreira de Almeida7 e publicada em 1681. Almeida faleceu em 1691, deixando a tradução do Antigo Testamento traduzida até Ezequiel 48.21. A tradução foi finalizada por um amigo de Almeida, um pastor reformado chamado Jacobus op den Akker.

Somente no ano de 1753 foi publicada a Bíblia completa em português, em dois volumes, sendo que em 1819 a Bíblia de Almeida foi impressa em um só volume, em Londres.

Podemos citar também a tradução posterior em português feita por Antônio Ferreira de Figueiredo. Nascido em Tomar, Portugal, em 14 de fevereiro de 1725, utilizou a Vulgata Latina para fazer a sua tradução para o português, cuja obra lhe custou 18 anos para ficar pronta. Figueiredo era padre e fez aquela que é considerada a mais famosa Bíblia católica em nosso idioma. Como registro histórico, podemos citar a primeira tradução da Bíblia feita no Brasil por Joaquim Nª. Sª.Nazaré, em São Luís, Maranhão, em 1847.

Outras traduções parciais também foram feitas e podemos citar algumas:

· Em 1879 foi feita a Primeira Edição Brasileira do Novo Testamento de Almeida, revisão feita por José Manuel Garcia, pelos pastores M.P.B. de Carvalhosa e Alexandre Blackford.
· Em 1898 foi publicada a tradução do livro de Salmos por F.R. dos Santos Saraiva.
· Em 1902-1912, publicação do Novo Testamento, feita na Bahia.

5.5 Versões recomendadas da Bíblia em Português
· Almeida Revista Corrigida; (ARC) Esta edição é adotada pela Igreja Cristã Maranata e também por grande número de igrejas evangélicas em países de fala portuguesa, especialmente no Brasil e em Portugal.

De acordo com a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), a edição Revista e Corrigida é a que mais se aproxima da tradução de Almeida, feita no século XVII. A versão de Almeida Revista e Corrigida sofreu pequenos ajustes no Brasil em 1995.

· Almeida Revista Atualizada; (ARA)
Segundo a Sociedade Bíblica do Brasil, o propósito da revisão que resultou na edição Revista e Atualizada era formatar um texto em “linguagem atualizada sem desnaturar certa linguagem bem antiga e tudo sem fugir ao original”. Portanto, esta revisão Revista e Atualizada, além de ser fiel ao original e preservar o estilo de Almeida, utiliza um português menos arcaico do que o antigo Almeida, preservado na Revista e Corrigida.

6 DESCOBERTAS ARQUEOLÓGICAS – OS MANUSCRITOS DO MAR MORTO
As descobertas arqueológicas dos últimos três séculos foram as mais expressivas sobre a Bíblia em virtude de muitos manuscritos bíblicos terem sido descobertos.

Os chamados Manuscritos do Mar Morto foram, sem dúvida, o maior achado arqueológico do século XX, cujos documentos foram sendo encontrados de 1947 até 1956, na região conhecida como deserto da Judeia, nas cavernas de Qumran, nas imediações do mar Morto, em Israel. Esses manuscritos foram compilados por uma seita de judeus conhecida como Essênios, que viveram em Qumran do século II a.C. até aproximadamente 70 d.C.

Porções de toda a Bíblia Hebraica foram encontradas, exceto do Livro de Ester e do Livro de Neemias. Os manuscritos incluem também livros apócrifos e livros de regras da própria seita.

Das versões do texto hebraico bíblico que chegaram até os nossos dias, os Manuscritos do Mar Morto são a mais antiga versão, datando de mil anos antes do texto original da Bíblia Hebraica usado pelos judeus atualmente. Esses documentos estão hoje guardados no Museu de Israel, em Jerusalém.

O que merece especial atenção e destaque é o rolo de Isaías, uma cópia completa do texto de Isaías, que, segundo se estima, foi escrito no século II a.C. Cabe citar também um comentário sobre Habacuque e um grande número de fragmentos de outros livros do Antigo Testamento.

Dentro deste contexto destacam-se duas doutrinas: a Inerrância9 , que afirma que a bíblia está livre de contradições, dentro da preservação de sua originalidade, e a Infalibilidade Bíblica, que defende que a Bíblia é somente inerrante quando fala de fé e prática cristã, mas não mantém esta característica quando aborda assuntos relacionados à história e à ciência.

A Bíblia é um livro de inspiração e autoria divina, em sua totalidade, conforme versículo abaixo: "Toda escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, redarguir, corrigir e instruir na justiça” (2 Tim 3:16).


7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 A Bíblia através dos séculos: uma introdução / Antônio Gilberto da Silva. - Rio de Janeiro: CPAD, 1986. A Bíblia e sua história – O surgimento e impacto da Bíblia-SBB-Stephen M.Miller & Robert V. Huber-SBB-Sociedade Bíblica do Brasil. 2006. ALMEIDA, Abrão. O Tabernáculo e a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2011. Apostila de Aula do Principiante do Seminário realizado no Maanaim do Estado do ES – Palestrante. Pastor Amadeu Loureiro Lopes – 1983. Bíblia do Obreiro. Sociedade Bíblica do Brasil – Barueri: SP, 2014. Origem da Bíblia. Disponível em: Acesso em: 15 out. 2015. RENOVATO, Elinaldo. Deus e a Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 1983.
TOGNIN, Enéias. O Período Inter bíblico. São Paulo: Editora Hagnos, 2009. WERNER , Keller. E a Bíblia tinha razão. São Paulo: Editora Melhoramentos, 1992.

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