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sábado, 18 de outubro de 2014

Cadeira de Moises

Cadeira de MoisesCADEIRA DE MOISÉS.......

“Ainda muito cobiçada em nossos dias”

MATEUS 23: 1, 2

“Então, falou Jesus à multidão e aos seus discípulos, dizendo: Na cadeira de Moisés, estão assentados os escribas e fariseus.”

Trago à reflexão ao poder eclesiástico, um fato antigo, que insiste em manter-se até os dias de hoje: Que é o desejo exacerbado de poder. Um desejo descontrolado de ter e de ser, que levou o Mestre a censurar, veementemente, a atitude daqueles homens, “escribas e fariseus”. Não será diferente para nós se agirmos como eles. Com certeza, seremos chamados de “hipócritas”. A priori, analisaremos algumas palavras desse texto.

Cadeira de Moisés – Era uma cadeira especial, constituída de muita honra existente nas sinagogas. Nas sinagogas da Palestina, os assentos mais atrás eram ocupados por crianças e pessoas sem muita importância para a sociedade. Quanto mais à frente estivesse um assento, tanto maior era a reputação da pessoa que o ocupava. Os assentos mais honrosos eram dos anciões, que se sentavam voltados de frente para a congregação. Na sinagoga de Alexandria tinha setenta desses assentos para anciãos.

Cadeira (Katédra) - “cadeira”, “tamborete”. Palavra grega usada por três vezes: Mt 21:12; 23:2 e Mar. 11:15. Eis aí um tema curioso para ser pesquisado: “Moisés, no deserto, sentava em uma cadeira ou num tamborete?”...



Mestres da lei (escribas) – Mestre da lei autorizado. Exercia a autoridade de Moisés, homem considerado profeta, aquele que deu origem a lei escrita e também dos principais elementos das tradições orais. Os escribas criaram um sistema complicado de ensinamentos conhecido como A tradição dos anciãos (Mt 15.2-9), por esse motivo Jesus os censurou (Mt 23). Os escribas tiveram parte na morte de Cristo (Mt 26.57) e perseguiram a Igreja primitiva (At 4.5; 6.12). Eles eram chamados também de doutores da lei (Lc 5.17).
Os escribas eram reconhecidos como os exegetas da lei mosaica.

Fariseus (Os separados) - Membros de um dos principais grupos religiosos dentre os judeus. Os fariseus seguiam rigorosamente a Lei de Moisés e as tradições dos anciãos e os costumes dos antepassados (Mt 23.25 a 28). Acreditavam na ressurreição e na existência de seres celestiais (At 23.8). Os fariseus não se davam com os saduceus, mas se uniram com eles para combater Jesus e os seus seguidores (Mt 16.1).

Após essa análise, poderíamos discorrer acerca das vinte e uma características da hipocrisia, ou ainda; os oito ais contra os escribas e fariseus hipócritas, porém quero manter o foco na “cadeira de Moisés”.
Em primeiro lugar devemos observar que o sermão proferido por Jesus, tem caráter acusador.
 
Devemos observar também que, não foi direcionado aos escribas e fariseus, e sim a multidão e aos seus discípulos.
É o que lemos: “Então, falou Jesus à multidão e aos seus discípulos, dizendo:” (Mat. 23: 1, 2). Conquanto a acusação seja referente à conduta dos fariseus, a advertência foi dirigida aos seus discípulos, com o intuito de alertá-los, de modo que não viessem a incorrer nos mesmos erros. Por esse motivo, creio ser uma advertência para nós, nesses últimos dias, visto que; os mesmos perigos que rondavam os discípulos de Jesus são os mesmos que nos cercam.
O primeiro comentário feito por Jesus neste sermão foi relativo à cadeira de Moisés: “Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus” (v.2), o que significa que eles se tornaram representantes da autoridade de Moisés e isso lhes dava credibilidade diante do povo.

É notório que, o sentar-se na “cadeira de Moisés”, não era o grande problema. A acusação de Jesus contra os escribas e fariseus, consistia nas atitudes desses Líderes religiosos, que deveriam ser exemplo para o povo. Por esse motivo, Jesus fez sua primeira advertência que se estende para nós, obreiros do Senhor. Jesus adverte: “Observai, pois, e praticai tudo o que vos disserem; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não praticam”.

Observa-se que Jesus aponta diversas falhas de conduta dos escribas e fariseus. Com isto Ele advertiu os seus discípulos no passado, e a nós hoje, para que tomemos o cuidado de não cometê-las. Destacaremos as principais:

• Hipocrisia – “Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem sobre os ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los”.
• Ostentação – “E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens, pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas vestes, e amam os primeiros lugares nas ceias, e as primeiras cadeiras nas sinagogas, e as saudações nas praças, e o serem chamados pelos homens: – Rabi, Rabi”.

Em conseqüência da conduta hipócrita e ostensiva dos escribas e fariseus, muitos outros pecados eram praticados por eles, e todos foram igualmente denunciados e condenados por Jesus.

 Concluindo, para nós, ministros e obreiros da seara do Mestre, fica a advertência de tomarmos o cuidado de não sermos infectados com o vírus da hipocrisia e, “Cuidado com o desejo de sentar-se na cadeira de Moisés!”

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