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domingo, 7 de setembro de 2014

A JUMENTA DE BALAÃO

A JUMENTA DE BALAÃO
Números 22: 9

“E veio Deus a Balaão, e disse: Quem são estes homens que estão contigo ?

 INTRODUÇÃO
 Quando o povo do Senhor se encaminhava para a terra prometida, chegaram nas proximidades das terras dos amorreus.
Então Israel enviou mensageiros a Seom, rei dos amorreus, pedindo permissão para passar por suas terras, prometendo não se desviar pelos campos nem pelas vinhas e não beber a água dos poços, mas seguir pela estrada real, até atravessar seus termos. A resposta de Seom foi uma ação de guerra, que junto com seu povo enfrentou Israel em Jaaz. No entanto o Senhor entregou os amorreus nas mão dos israelitas, que os derrotaram e tomaram posse de suas terras.



 DESENVOLVIMENTO

            Depois disso, partiram os israelitas e se acamparam nas campinas de Moabe. Viu pois Balaque, rei dos moabitas, tudo que Israel fez aos amorreus e temeu muito e se angustiou diante de Israel. Então Balaque disse aos anciãos midianitas: “Agora lamberá esta congregação tudo que houver ao redor de nós, como o boi lambe a erva do campo”.

            Balaque percebeu que aquele povo era determinado, e imaginou uma forma de detê-lo, procurando de alguma forma diminuir sua força. Então ele enviou mensageiros a Balaão, que se encontrava em Petor dizendo: “Eis que um povo saiu do Egito: eis que cobre a face da terra, e parado está defronte de mim. Vem pois agora, rogo-te, amaldiçoa-me este povo, pois mais poderoso é do que eu; para ver se o poderei ferir, e o lançarei fora da terra”.
            Foram pois os anciãos de Moabe e Midiã com o preço dos encantamentos nas mãos, e falaram com Balaão as palavras de Balaque. Então Balaão lhes disse que passassem aquela noite com ele e que lhes daria a resposta conforme a palavra do Senhor. À noite o Senhor falou com Balaão e lhe perguntou: “Quem são estes homens que estão contigo?” E Balaão falou ao Senhor sobre o assunto tratado com eles. Então o Senhor disse: “Não irás com eles, nem amaldiçoarás a este povo, porquanto bendito é”. Pela manhã Balaão transmitiu a orientação do Senhor aos anciãos, e eles foram embora.
            Então Balaque tornou a enviar novos mensageiros a Balaão, desta vez seus príncipes mais honrados, os quais fizeram a mesma proposta dos que lhes antecederam. Balaão respondeu: “Ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e ouro, eu não poderia traspassar o mandato do Senhor meu Deus, para fazer coisa pequena ou grande, mas rogo-vos que aqui fiqueis esta noite, para que eu saiba o que o Senhor me dirá”. Durante a noite o Senhor falou com Balaão e disse: “Se aqueles homens te vieram chamar, levanta-te e vai com eles”.
            Apesar de o Senhor já haver revelado sua vontade em relação àquela questão, o coração do profeta Balaão já estava inclinado a seguir os mensageiros de Balaque, pois ele não resistiu às ofertas feitas por eles. O que Balaão queria era continuar sendo profeta, mas sem perder aquela oportunidade.

O ENCONTRO DE BALAÃO E SUA JUMENTA COM O ANJO DO SENHOR
          
            Pela manhã, Balaão preparou sua jumenta e foi-se com os príncipes de Moabe, e a ira do Senhor acendeu-se contra ele. Por isso o Senhor enviou o seu anjo, para se colocar no caminho como adversário do profeta.  Lá adiante, a jumenta viu o anjo do Senhor, que estava no meio do caminho com a espada desembainhada na mão, e desviou-se do caminho, indo pelo campo. Então Balaão espancou a jumenta para fazê-la tornar ao caminho.
Mas o anjo passou adiante e se colocou numa vereda de vinhas, onde havia uma parede de um lado e de outro. Vendo pois a jumenta o anjo, apertou-se contra a parede e apertou o pé de Balaão contra a parede, pelo que tornou a espancá-la.
Pela terceira vez o anjo do Senhor passou adiante e se colocou num caminho estreito, onde não havia lugar para se desviar, e quando a jumenta viu o anjo, deitou-se debaixo de Balaão. Ele então, irado, espancou violentamente a jumenta com o seu bordão, e o Senhor abriu a boca da jumenta que disse ao profeta: ”Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes ?”. Balaão respondeu: “Por que zombaste de mim, oxalá tivera eu uma espada na mão, porque agora te mataria”. E a jumenta disse a Balaão:
“Porventura não sou eu tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo que eu fui tua até hoje ? Costumei eu alguma vez fazer assim contigo ? E ele respondeu que não. Então o Senhor abriu os olhos de Balaão, e ele viu o anjo que estava no caminho, pelo que inclinou a cabeça e prostrou-se sobre a sua face.

A MENSAGEM DO ANJO
Então o anjo do Senhor disse: “Por que já três vezes espancaste a tua jumenta ? Eis que eu saí para ser teu adversário, porquanto o teu caminho é perverso diante de mim”.

O caminho que Balaão estava trilhando, não era o caminho da profecia e nem da vontade do Senhor. Se ele fosse um servo fiel, teria percebido que naquele momento não estava bem, pois a jumenta viu o anjo e ele não viu. Somos servos do Senhor, fomos chamados e não tínhamos nada quando Ele nos chamou. No entanto Ele nos capacitou e nos deu os recursos necessários para a realização de sua Obra.

            Hoje a Obra tem alcançado uma dimensão extraordinária, de modo que jamais alcançaríamos o que existe hoje com os nossos parcos recursos humanos. Mas é o Senhor quem tem dado este crescimento maravilhoso, os recursos são do Espírito Santo, de modo que as pessoas ao redor ficam admiradas e muitos começam a querer interferir no andamento da Obra.
O anjo reclamou por Balaão haver espancado a jumenta por três vezes, e disse que o seu caminho era perverso. Balaão era profeta, e esta palavra diz respeito a nós, servos do Senhor, homens que têm credibilidade junto ao povo do Senhor.
A pergunta que o Senhor fez a Balaão, é a mesma que está sendo feita a nós: “Quem são estes homens que estão contigo?” O caminho que o Senhor nos reservou não é de juízo. Não há acordo, pois o nosso acordo é com o Senhor, de modo que não podemos agredir a Obra. Quem são estes homens ? Quais são suas facetas ? Quais os objetivos e propósitos que estão nos levando a nos desviarmos do caminho e do projeto de Deus, dos dons, das revelações e daquilo que o Senhor tem nos orientado na sua Obra ?
O Senhor tem nos usado na sua Obra, mas às vezes permitimos que as coisas da nossa própria natureza, personalidade, temperamento, razão, etc. nos ceguem e passem a governar nossas ações tornando nosso caminho perverso diante do Senhor.
O que eles vieram fazer em sua casa, qual a sua intenção ?
Quais são esses pensamentos que nós permitimos que dominem nossa mente e nosso coração, que durmam conosco e que passem a noite conosco, Quando o Espírito Santo deveria ser nosso companheiro cada noite, nos dando sonhos, revelações e visões das coisas da sua Obra ?
Quando as coisas não vão bem com o nosso caminhar, é preciso que a jumenta fale conosco e nos advirta. É quando o Senhor envia um irmão, na sua simplicidade, para nos entregar um sinal mostrando como está a nossa vida, e muitas vezes nós não aceitamos o dom, argumentando que aquilo é do coração do irmão. Ao invés disso, deveríamos dar Glórias a Jesus, pela sua misericórdia em nos chamar a atenção e nos corrigir.

Balaão estava em cima da jumenta e tentou se apossar de uma posição que não era dele: a de senhorio.
Eu estou por cima e você está zombando de mim, não está me obedecendo. Balaão se embruteceu de tal maneira que espancou seu animal, que o havia servido tantos anos com toda a submissão, sem nenhuma misericórdia. Você tem que fazer o que eu quero, eu estou mandando, eu sou profeta. Ele assumiu uma posição e uma atitude que não foi do agrado do Senhor, aquilo foi uma perversidade e ele insistiu por três vezes.

CONCLUSÃO

A JUMENTA representa a função da OBRA na vida do homem. É ela que nos conduz no caminho. Ela não nos leva para a morte ou juízo e sim para a vereda da vontade do Senhor. A natureza da Obra é a da humildade e da obediência, da mansidão e da simplicidade. Quando o homem insiste pelo caminho da desobediência, do dom “arrumado”, com o propósito de tirar vantagem para si, diante dele está o juízo. Não é o juízo do Presbitério ou do pastor, mas do Senhor.

Não adianta a pessoa dizer que o Presbitério não gosta dele, ou o pastor está me discriminando, ele não leu a “minha visão”, eu estava à frente e ele me tirou... Quem estava diante da jumenta era o anjo do Senhor com a espada desembainhada, reservada para Balaão por causa da posição em que ele estava. Nós precisamos entender isso; há um juízo da parte do Senhor, quando o homem trilha este caminho.

A jumenta se desviou a primeira vez e apanhou, na segunda e na terceira vez também foi agredida. O homem quando perde o discernimento, critica, murmura e abandona a posição que o Senhor reservou para ele, por causa de objetivos puramente materiais. Não adianta falar, ele bate na jumenta, espanca e depois quer voltar a profetizar. Mas o juízo está estabelecido para eles.

O anjo disse a Balaão: “Sabe quem te salvou ? Foi a jumenta”.

Muitas vezes o Presbitério ou o pastor chama, orienta, aconselha, dizendo que o caminho revelado pelo Senhor não é aquele, procurando abrir os olhos do irmão, como o Senhor fez ao abrir os olhos de Balaão.


A Obra só nos tem dado alegrias em tudo, ela sempre trabalha para o nosso bem e nunca nos agride, por isso não podemos agredi-la nem espancá-la em circunstância alguma, fazendo-a sofrer. Nós só temos sido beneficiados pela Obra, as bênçãos do Senhor são os benefícios que temos recebido. tudo vem do Senhor, não do Presbitério ou do pastor. O Presbitério não recompensa ninguém, mas o Senhor sim, pois Ele sempre está pronto para abençoar seu povo.

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