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sexta-feira, 12 de junho de 2015

A ORIGEM PAGÃ DO DIA DOS NAMORADOS

No BRASIL:

No Brasil, os Pagãos Novos comemoram o Valentine's Day como Dia dos Namorados, em 12 de Junho.

Os Pagãos Novos dos Estados Unidos:

Nos dias que antecedem a 14 de Fevereiro, as lojas, as livrarias e as drograrias apresentam uma grande variedade de cartões, chamados Valentines. De fato, o "Valentine's Day" é o segundo feriado mais comemorado nos EUA, somente atrás do natal (festival do Sol Invictus), em número de cartões enviados através dos correios. Há Valentines (cartões) especiais, com as mensagens dirigidas a membros específicos da família.



O Festival de Lupercália – A Origem Verdadeira do Dia dos Namorados)

Lupercalia era um ritual romano de purificação e fertilidade que data de uma época tão antiga que mesmo os romanos do primeiro século a.C a origem se deu pela deusa fundadora, Rumina, a Loba de Roma.) Central para o ritual. Este foi muitas vezes acompanhada de muita Brutalidade e selvageria. O objetivo era a purificação do povo de maldições, má sorte e infertilidade. O ritual é realizado em 15 de fevereiro. O nome do mês vem do Februa, qualquer coisa usada na purificação incluindo lã (usado para limpeza), vassouras, ramos de pinheiro (que fazem o ar doce e puro), etc

O rito começou na caverna da Loba, na cidade de Roma, onde a história diz que os fundadores da cidade, Rômulo e Remo, foram amamentados por uma lobo antes que eles foram encontrados por um pastor de ovelhas. A árvore sagrada figueira cresceu na frente da caverna. Vestais trouxe para o local do sacrifício os bolos sagrados feitos a partir das primeiras safra de grãos dos últimos anos. Dois jovens nus presidiram o sacrifício de um cão e uma cabra. Com a faca ensanguentada, as suas testas ficaram sujas de sangue, então limparam com lã embebido em leite. Os jovens riram e cingiu-se na pele do bode sacrificado. Muita festa seguiu. Finalmente, usando tiras de pele de cabra, os jovens correram, cada um levando um grupo de sacerdotes, em torno da base das colinas de Roma, em torno da antiga fronteira sagrada da cidade velha chamado pomarium. Durante este prazo, as mulheres da cidade se disputam a oportunidade de ser açoitado pelos jovens enquanto corriam, alguns descobrindo a sua carne para obter os melhores resultados da bênção da fertilidade.

Exceto para a intrusão de cultos estrangeiros, este foi o único ritual romano, onde um bode foi sacrificado. Os cães só foram oferecidos a Robigus (um guardião associado a culturas), o Lares Praestites (os guardiões da comunidade) e Mana Genata (guardiões ancestrais).



Ao contrário de alguns dos outros ritos romanos, como o sacrifício outubro a cavalo, não há outro equivalente Indo-Europeu em védica, escandinavo, irlandês, ou tradições Indo-iranianos.
Com modificações, o Templo de Pomona realizava o festival Lupercalias por um grande momento.

De um tempo em que as mulheres eram lobas (putas).

Luper vem de loba, do tempo das lobas, antes de Júlio César ter reformado o calendário.

As lobas eram as sacerdotisas, prostitutas sagradas, prostradas ao serviço, curandeiras em sacro-ofício, marcando os ritmos sagrados do ano, no campo e na cidade. O termo loba como equivalente de prostituta provavelmente vem dos ritos de fevereiro, em honra ao deus romano dos campos e dos pastores. Fauno Luperco (Lupus=lobo). As sacerdotisas que exerciam a prostituição sagrada com os sacerdotes deste deus, os Luperci. eram chamadas lobas, ou lupas.

Em tempos pré-romanos, A lupercalia era o fim e o ínicio -  fim do ano pastoral, a última travessia de fim de inverno e o renascer da primavera. A lupercalia é uma adaptação romana para aquele que foi talvez um dos festivais pagãos que durou até mais tarde (vamos perceber porquê). As sacerdotisas, as lobas, eram quem anunciava o festival, quem marcava o calendário e anunciava o tempo, quem lançava a festa.

Na versão da antiga roma, Luper significa lobo, o animal que representa o Fauno Luperco) e hircus significa bode, o macho da cabra. Por aqui vemos com clareza a origem pagã da festa, e adivinhamos o seu simbolismo de fertilidade e alegria. Não deixa de ser curioso que no panteão romano de divindades, uma deusa menor da agricultura tinha o nome de “Puta”. Agora, temos de sair bem do centro desta sociedade dos dias de hoje, para compreender o que isso queria dizer, numa antiga cultura em que a mulher era maga e medicina, em que a sexualidade era uma forma de cura – em que as sacerdotisas recebiam no tempo os homens vindos das batalhas e os curavam, acalmavam, limpavam e tratavam de qualquer trauma de guerra, antes que eles voltassem para as suas casas e familía. É inestimável um trabalho desta ordem para manter uma sociedade saudável. No entanto, com a instituição do patriarcado e da religião cristã, as mulheres começam a ser vistas e tratadas de forma diferente, deixaram não só de ser respeitadas pelos seus dons e sabedoria, como foram sendo consideradas inferiores, vexadas e maltratadas, por preconceito, por medo, mas acima de tudo por uma questão de domínio político. E deixaram de haver sacerdotisas. E a terra deixou de ser Amada. E prostituta passou a ser uma coisa completamente diferente.

A Festa da Lupercalia em tempos pagãos pré-romanos consistia num ritual de despertar da comunidade após a dormência do Inverno. Um despertar para a época de sementeira e plantação, mas um despertar através dos sentidos, do corpo e da sexualidade. Conta-se que as sacerdotisas lobas sabiam qual era o momento certo para a festa, e eram elas que a organizavam, conta-se que se sorteavam pares entre os solteiros, para que se unissem por um dia e uma noite ritual, que se passava entre o que se calendarizou depois como o período entre 13 e 15 de Fevereiro.

Na versão romana da festa, tudo é um pouco diferente do que contarei. Mas em tempos primordiais, na celebração do festival do Deus-Lobo, do Fauno, os homens andavam e dançavam de tanga no meio da festa, e diz-se que “batiam” ritmicamente com as suas tangas nas mulheres, o que aludia para uma expressão de sexualidade liberta e até “brincalhona”, adivinhando o que num modus operandi dos nos dias de hoje poderíamos chamar de “cambalacho” ou orgia coletiva (suruba). Lupercalia celebrava-se com alegria, porque a vinda do sol e da primavera era uma alegria para toda a Terra. Era também uma altura em que mais tarde se começaram a celebrar os casamentos, celebrados colectivamente na comunidade, num dia a que muito mais tarde se veio a chamar pela igreja católica dia de S.Valentim, ou dia dos namorados, como o conhecemos hoje. Antes porém de se ter tornado dia de S.Valentim, muita tinta, e muito sangue, escorreu. A dado momento, por influência romana, as festas de Lupercalia deixaram de ter uma expressão pública de alegria e sexualidade sagrada. Os homens deixaram de dançar e gozar dando com as suas tangas pancadinhas às mulheres – provavelmente este rito começou por ser entre todo o povo, evoluindo por ser reduzido a expressão ritual demonstrativo entre sacerdotes e sacerdotisas (e mais tarde até isso deixou de ser bem aceito). O sexo foi moralizado e reprimido, substituído por sangue. (dá que pensar…) As sacerdotisas passaram a ser chicoteadas com plantas com espinhos, que as faziam sangrar para sentir a vida e derramar o sangue sagrado durante o sacro-ofício. Conta-se que se começou a matar uma cabra, e homens e os homens começaram a pintar os seus rostos com o sangue dos bodes durante o ritual. E que algures, um ritual que provinha de uma festa de alegre libertinagem, adquiriu contornos mais simbólicos longe da sua prática original, vários milhares de anos antes de roma conquistar os povos pagãos e criar a estrutura de estado. Com o advento do lixo do cristianismo ou paganismo moderno, mais abstratos e escondidos se tornaram os rituais. Se os romanos alteraram a tradição festiva e se tentaram apropriar dela, a igreja por seu lado, tentou de seguida acabar com Lupercalia, e para tal, como de costume pôs-lhe um santo em cima do nome do dia – São Valentim. Mas quem era este homem? A história contradiz-se na tentativa de o contar, um homem que tentou manter os rituais da lupercalia, que facilitava os ritos casamenteiros, ou pelo menos os protegia, um homem assassinado misteriosamente, depois beaitificado, desbeatificado e beatificado de novo pela mesma igreja católica-romana.

Recentemente, arqueologistas  dizem ter descoberto uma gruta chamada lupercal na colina palatina de roma. A cave era o sitio onde reza a lenda uma Loba amamentou dois irmãos gémeos, Romulus e Remus. Este mito faz hoje a entrada das portas de roma para turistas de todo o mundo, mas por detrás dele o que estará?

Não sei se a loba era um animal que deu de mamar a dois bebés humanos, e por isso se tornou mito, ilustrado o papel nutridor do totem da Loba. Mas talvez a loba fosse não um animal mas uma sacerdotisa loba, uma prostituta sagrada, que talvez tenha amamentado seus dois filhos, talvez não reconhecidos, talvez à revelia de uma qualquer lei de comportamento. Talvez ainda seja um mito a descrever como a grandeza da Deusa, da filosofia pagã, tudo nutre, incluindo os romanos romulus e remus, que representando não dois bebés mas os bebés de uma nova cultura, ainda imberbe, na altura de criação do mito, Roma,  os seus generais e sua forma estratégica de dominar e de tomar poder sobre a Cultura mais Antiga, os cultos matrifocais da Deusa e do Deus Fauno. Talvez a lenda o que conte é que apesar de Roma ter tentado dominar estrategicamente e criar império usurpando as culturas que antes estavam, o que a cultura pagã mostra com este mito, é que sabe que alimentou Roma, e em vez de se ver como subjugada, a Grande Deusa assumiu-se como Mãe dos romanos que a tentaram destruir.
Da Lupercalia, ou do que a antecede, vêm também algumas celebrações, de festivais e carnavais, como o carnaval galego, e mais distante ainda.

De raízes muito antigas, consegui traçar (pela minha experiência pessoal) origens em tradições africanas animistas. É de se saber que todo quase todo o panteão de deuses e mitos nascidos e criados na europa, tem na verdade raízes na mitologia e tradições Yoruba, originárias de África. A minha viagem para descobrir a Lupercalia foi a África sim, mas nos dias de hoje. O destino levou-me de surpresa a aterrar nas festas tradicionais do arroz da etnia tribal Djola, na floresta de Casamance, zona de povo que não se deixa governar por um estado, no Sul do Senegal, na África Ocidental.


Significados

A Lupercália era uma festa de fim de ano. Acreditava-se que essa cerimónia servia para espantar os maus espíritos e para purificar a cidade, assim como para liberar a saúde e a fertilidade às pessoas açoitadas pelos lupercos.

A associação com a fertilidade viria das chicotadas que deixavam a carne das prostitutas em cor púrpura ou vermelha. Essa cor representava as prostitutas sacerdotais da Ara Máxima, também chamadas de lobas.

Tratava-se também dum rito de passagem, simbolizando a morte e a ressurreição, celebrando assim a vida.



Caracterizadas pela licenciosidade, tinham características adotadas mais tarde nas festas de Carnaval.

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