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domingo, 17 de junho de 2018

SANTIDADE CRISTÃ E A IDOLATRIA AO FUTEBOL

SANTIDADE CRISTÃ E A IDOLATRIA AO FUTEBOL
A doutrina da santificação é a mais sublime de todas as doutrinas que a Palavra de Deus ensina. É através dela que o pecador miserável, perdido e imundo entra em boas relações com Deus, pela obra de Cristo realizada no Calvário (Hb 9.13,14), tornando-o num santo adorador (Sl 50.5).


“As palavras hebraicas qadosh, “santo”; qodesh, “santidade”; e a palavra grega hagios e hagiosyne significam basicamente a separação do que é comum ou impuro, e a consagração a Deus (Lv 20.24-26; At 6.13;21.28). Da ideia básica da separação do profano (Lv 10.10; Ez 22.26) [...] a santidade adquire o significado de separação do pecado (Is 52.11; 2Cr 6.17) e conformidade com os padrões morais de Deus (Lv 20.7,8; Mt 5.48; 1Pe 1.15,16). Desde o início, a vontade de Deus se opôs ao pecado e procurou a justiça na humanidade (Gn 6.5,6). É a integridade moral ou a pureza de Deus que o leva a se separar totalmente do mal (Hc 1.13) Enfim, face ao exposto, não há como negar: é impossível ser santo e andar de mãos dadas com as malicias e pecados que o mundo oferece. Não existe a possibilidade de haver concordância com a idolatria do futebol com a santidade cristã. Um ou outro! Assim como água e óleo não se unem, luz e trevas não se encontram — o que a idolatria do futebol oferece é incompatível com a santidade requerida pelo Altíssimo ao Seu povo. Saiba, pois, sem dúvida alguma, “santidade cristã” e o “excesso a idolatria do futebol”: ambos são excludentes!

           Há uma diferença abismal entre a santidade e a idolatria do futebol, eis os fatos que comprovam: Nos campos, percebe-se que a adoração do povo é tamanha, porquanto, organizado em torcidas, se aglomera para torcer pelo time e por seus respectivos jogadores; de fato, prestam um culto, com hinos, assobios, gritos, rezas, choros, vibrações, acenos ao time ou seleção. Pais ensinam os filhos, desde o berço, a torcerem pelos seus times. Os homens, categoricamente, se prostram diante do futebol, pois, por causa dele, em finais de campeonatos e na Copa do Mundo, cidades, países, economias, trânsitos, bancos, empresas privadas e estatais, setores governamentais param e fazem silêncio perante a “sua majestade futebol”. Certo jogador, disse:

Essa paixão pelo TIME TAL é totalmente diferente, intensa, uns chamam de loucura, outros de fanatismo eu, particularmente, prefiro chamar de amor, como se eu fosse dormir e acordar respirando O TIME, penso no jogo da noite anterior ou no jogo seguinte, a minha vida é essa. Essa paixão que explode no peito aumenta mais e mais a cada dia. Tenho orgulho de vestir o manto do Corinthians e sair na rua, mostrar que eu sou louco pelo TIME TAL, essa paixão vai além, independente do resultado do jogo, se ganhou ou perdeu, o mais importante é bater no peito e gritar 'Aqui é TIME TAL ' [...] Eu não perco nenhum jogo, procuro nem marcar compromisso em dias de jogo, todos meus amigos e familiares já sabem que certos dias são sagrados, então eles nem me chamam para nada, mas mesmo me chamando eu não vou, já deixei de ir à praia para não perder o TIME TAL em campo, e deixei de ficar com uma garota para assistir o jogo, como no ano passado, na Libertadores, nas quartas de finais contra o TIME TAL, um jogo importantíssimo. Esse jogo foi tenso, mas fazer o quê? são coisas de torcedor do TIME TAL. Deixo minha família e amigos para segundo plano, mas não deixo meu time, e se for preciso faço promessas para ver meu time vencedor... 

           Incontestavelmente, isso se chama idolatria!

A santidade cristã separa da idolatria
          “A palavra idolatria é formada por dois vocábulos gregos: eidolon, ídolo + latria, adoração. Idolatria, portanto, é a adoração aos ídolos. Conceito Teológico: idolatria é tudo aquilo que, em nosso coração, tira a primazia de Deus. É idolatria, por exemplo, o excessivo apego que se tem a uma pessoa ou objeto (Cl 3.5). A idolatria é obra da carne. Ao relacionar as obras da carne, Paulo coloca a idolatria no mesmo nível destas (Gl 5.20)”. Logo, esse amor ou paixão exagerada pelo futebol tem tomado o primeiro lugar de Deus no coração da população, por conseguinte, chama-se idolatria. O Altíssimo, acima de tudo, deve tomar o primeiro lugar na vida do homem — alma, entendimento, forças, sentimentos, pensamentos (Mc 12.30), e não clubes de futebol. O Senhor não divide a glória dEle com ninguém (Is 42.8). Somente Ele é digno de glória, honra, louvor, glorificações e exaltações (1Tm 1.17; Dn 7.14; Hb 13.21). Quem glorifica e exalta a quem não tem direito serve outro deus, tornando-se um idólatra (Sl 96.5; Is 48.11). Tudo para e silencia ante o futebol, mas diante da Palavra de Deus “tem olhos para ver e não vê, e tem ouvidos para ouvir e não ouve; porque é casa rebelde” (Ez 12.3), visto que amam mais a criatura do que o Criador (Rm 1.24,25). “Respirar o futebol” é, no mínimo, trocar o favor do Todo-Poderoso — o dom da vida (Is 42.5; At 17.25) — e atribuí-lo àquilo que nada é nem pode fazer; isso é uma idolatria vil e maldita!  Ao invés de correrem aos estádios, deveriam correr aos pés do Senhor, pois nEle há paz, perdão e salvação (Mt 11.28-30; Jo 10.9). Os pais, ao contrário de expor os times para seus filhos torcerem, deveriam ensiná-los a andar nos passos, na admoestação e na doutrina do Criador (Dt 6.6-9; Ef 6.4), uma vez que, dessa forma, conceder-lhes-ia ética e boa conduta moral (Pv 22.6; Sl 37.23). Até os “evangélicos” que assistem às partidas de futebol estão enganados por essa idolatria, visto que o tempo de orar, de ler a Bíblia, de consagrar-se, de louvar é tirado pelo futebol (Lc 21.36; Ef 6.18; Sl 34.1; Cl 3.5). Enquanto a santificação faz o homem ver a Deus (Hb 12.14), a idolatria do futebol leva o ser humano ao suplício eterno (Ap 21.8).

Futebol: o fanatismo que desfecha problemas sociais, psíquicos, culturais e fisiológicos
          O futebol traz em seu bojo o fanatismo; consequentemente, na maioria dos torcedores, tal paixão incondicional e obcecada — o fanatismo — é perceptível, já que muitos viajam (alguns vendem até os bens a fim de arcar com as despesas) para assistir aos jogos do time em outros Estados, deixam de vestir peças de vestuário das cores do maior adversário, discutem tenazmente com colegas por conta de seu time, põe amizades e valores familiares em risco, brigam e entram em pancadarias por clubes e jogadores, etc. Por que tudo isso? O futebol e o fanatismo são casados!

A santidade cristã aparta do fanatismo
        O fanatismo por coisas ilógicas, efêmeras e sem respaldo nas Escrituras é condenado pela Palavra de Deus (Cl 2.18). Uma das virtudes do Fruto do Espírito é a temperança, isto é, o domínio próprio, a moderação, a sobriedade (Gl 5.22). Fanatismo é o “entusiasmo excessivo e irracional; o sentimento de admiração cega e obstinada por alguém ou algo; admiração, devoção, culto, paixão, apego exagerados, que leva alguém ou um grupo a cometer excessos”. Por acaso, não é isso que acontece com os torcedores? Apenas ao Deus Altíssimo o homem deve servir, ou seja, prestar culto (Lc 4.8) e adorá-Lo na beleza de Sua santidade (Sl 96.9).
A atitude do verdadeiro cristão é mostrar ao mundo a salvação e até padecer pelo Nome de Jesus (Fp 1.29; Jl 2.1; 1Pd 2.9), e não se render aos caprichos da regulamentação esporte, que ressalta: “Nada além do futebol”.

Futebol: Palco de violências e mortes
      Desde seus primórdios a violência está engatada ao futebol. Não são somente fatos recentes que comprovam isso, mas as modalidades que deram origem ao atual futebol já procediam violentamente. Dentre os quais, na China antiga, o tsu-chu — espécie de jogo que, após terem vencido as guerras, os chineses arrancavam as cabeças de seus inimigos, transportavam-nas aos campos, fincavam duas hastes a ligá-las por um fio de cera e formavam equipes para chutar as cabeças dos soldados inimigos; igualmente, na Idade Média, o harpastum e o soule — eram jogos praticados por militares nos quais eram permitidos pontapés, murros, rasteiras e golpes bárbaros; por consequência, jogadores morriam durante a partida.

Atualmente, a situação não é diferente. Violência, tráfico de drogas, mortes e crimes fazem parte do futebol. São várias ocorrências em quadras, estádios e entre as torcidas organizadas. Veja:

         Na última semana um torcedor morreu, no Recife, depois de ter sido atingido por um vaso sanitário arremessado durante uma briga de torcidas depois da partida entre o Santa Cruz e o Paraná, válida pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Duas privadas foram retiradas do banheiro, e atiradas de uma altura de 20 metros. 

      O velório do torcedor Paulo Ricardo Gomes da Silva no Cemitério de Santo Amaro, no Recife, Pernambuco, acontece neste domingo (4/2/2012). O torcedor morreu após ser atingido por um vaso sanitário jogado do Estádio do Arruda na noite de sexta-feira (2/2/2012), no empate os times entre Santa Cruz e Paraná. O torcedor, de 26 anos, caminhava próximo ao portão seis do estádio quando foi atingido pelo objeto atirado da arquibancada. 

          Em Minas Gerais, no estádio independência, a torcida do Cruzeiro arremessou objetos e até um fogo de artifício contra a torcida do rival. Já no Morumbi, a torcida tricolor chegou às vias de fato com a polícia. 

     Torcedores palmeirenses causaram tumulto após o clássico entre Palmeiras e Corinthians no Pacaembu. Insatisfeitos com a derrota do time por 1 a 0, o grupo arremessou bombas, sacos com água e objetos metálicos em direção à área próxima ao vestiário, saída de parte da imprensa e de corintianos. Alguns diretores alvinegros e o presidente Andrés Sanchez também ficaram impedidos de deixar o estádio. 

          O jovem boliviano Kevin Douglas Beltrán Espada, morto na última quarta-feira, após ser atingido por um sinalizador, foi enterrado neste sábado em Cochabamba. O torcedor do San José, que tinha 14 anos, faleceu durante a partida contra o Corinthians pela Libertadores da América. Ele foi atingido por um sinalizador disparado por torcedores do Corinthians, segundo a polícia boliviana [...] Um sinalizador foi disparado da arquibancada onde estavam cerca de 300 torcedores do Corinthians e atingiu a cabeça da vítima, matando-a quase que imediatamente [...] Penitenciária de San Pedro, Oruro, Bolívia. É lá que os 12 torcedores corintianos indiciados pelo homicídio do jovem boliviano

         Além das torcidas organizadas no Brasil, a violência no futebol presencia-se em todo o mundo, haja vista os “barrabravas”, na Argentina, e os “hooligans”, na Europa.

A santidade cristã faz do homem um “filho de paz”
           A santificação posiciona o crente, perante o mundo, como propriedade exclusiva do Senhor: “E ser-me-eis santos, porque Eu, o Senhor, sou santo, e separei-vos dos povos, para serdes Meus” (Lv 20.26). Conseguintemente, como foi promovido à posição de filho de Deus (Jo 1.12), passa a fazer parte da família de Cristo e ter um viver diferente de todos os povos (Mt 12.50; Ex 33.16). Agora, portanto, é “filho de paz” (Lc 10.6) e serve inteiramente ao Senhor Jesus — o Deus paz (Jz 6.24). O cristão segue o mesmo exemplo de Jesus: “Ele foi oprimido, mas não abriu a Sua boca: como um cordeiro foi levado ao matadouro, e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, Ele não abriu a sua boca” (Is 53.7); “O qual, quando O injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquEle que julga justamente” (1Pd 2.23). Servir a Deus é isto: andar como o Senhor Jesus andou! (1Jo 2.6).

A santidade cristã faz bem ao homem e o abrilhanta perante a sociedade
          A santidade na vida do ser humano separa-o inteiramente para o Criador: “Portanto, santificai-vos, e sede santos, pois Eu sou o Senhor vosso Deus” (Lv 20.7; cf. 1Pd 1.16). Ela impede que os membros de seu corpo sejam entregues ao pecado (Rm 6.13-19). Por consequência, o servo de Cristo fica apto, preparado, capaz, hábil para toda a boa obra (1Tm 5.10; 2Tm 2.21; Cl 1.10). O Menino Jesus crescia na mente, na espiritualidade e no físico (Lc 2.52). Essa mesma promessa acontece nos cristãos fieis (2Pd 3.18), pois examinam, estudam e não se apartam do Livro do Senhor (Jo 5.39; Js 1.8; Ap 1.3). Muitos dos quais são até indoutos, mas surpreendem pela sabedoria que obtiveram de professar a fé no Senhor Jesus (At 4.13). Dessa maneira, reflete a glória de Deus neste mundo enganador (cf. Mt 5.14-16).

O Cristianismo contribui para sociedade, uma vez que pessoas na prostituição, no crime, na devassidão, nos vícios, na mentira, etc. são libertas pelo poder do Evangelho, cujo traz à luz a vida e a incorrupção ao homem decadente (2Tm 1.10; Jo 8.32,36).

A idolatria do Futebol é corrida por coisa incerta e perecível, o qual não sente a dor do próximo nem se prontifica em ajudá-lo. Quem torce, joga ou apóia corre num percurso que não terá utilidade alguma nesta vida nem no dia da prestação de contas com o Senhor:

Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível, pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado (1Co. 9.24-27).


Referencias Biográficas: 

Coleção Lições Bíblicas: Vol. 9 — 1976-1980, p. 918. Adaptado.

24 PLEIFFER, Charles F.; VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. 2ª edição. CPAD. 2007, pp. 1760, 1761.

²⁵ Fanatismo pelo futebol pode prejudicar relacionamento social. Disponível em: <http://www.uniara.com.br/ageuniara/artigos.asp?Artigo=6405&Titulo=Fanatismo_pelo_futebol_pode_prejudicar_relacionamento_social>. Acesso em: 2 jun. 2014.

²⁶ ANDRADE, Claudionor de. Quando a idolatria ameaça a Igreja de Cristo. Lições Bíblicas. Rio de Janeiro: CPAD, pp. 4,5, 4.ª trimestre de 2000.

27 SOUZA, Elizandra Rodrigues de. Futebol: da paixão ao fanatismo. SINPESP: Sindicato dos Psicanalistas do Estado de São Paulo. Disponível em: <http://www.sinpesp.com.br/elizandra-rodrigues-de-souza/futebol-da-paixao-ao-fanatismo/>. Acesso em: 2 jun. 2014.

28 CHADE, Jamil. Fifa punirá 'comemoração religiosa': Entidade tenta impedir que jogadores exibam mensagens religiosas durante o Mundial. Brasil é o alvo principal. O Estado de São Paulo, São Paulo, 1 jun. 2010. Notícias: Esportes. Disponível em: <http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,fifa-avisa-que-puniracomemoracao-religiosa-na-copa,559840,0.htm>. Acesso em: 3 jun. 2014. Grifos acrescidos.

²⁹ Coleção Lições Bíblicas: Vol. 9 — 1976-1980, p. 694. Adaptado.

³º SOUZA, Gustavo Lopes Pires de. Violência no Futebol: Mais do Mesmo. Universidade do Futebol. Disponível em: <http://www.universidadedofutebol.com.br/Coluna/12492/Violencia-no-futebol-mais-do-mesmo>. Acesso em: 7 jun. 2014.


³² SOUZA, Gustavo Lopes Pires de. De Novo, a Violência. Universidade do Futebol. Disponível em: <http://www.universidadedofutebol.com.br/Coluna/12312/De-novo-a-violencia>. Acesso em: 7 jun. 2014.

³³ IMPÉRIO, Bruno. Revoltados, Torcedores do Palmeiras Causam Tumulto e Depredação no Pacaembu.Disponível em: <http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/brasileiro/serie-a/ultimas-noticias/2010/10/24/revoltados-torcedores-do-palmeiras-causam-tumulto-e-depredacao-no-pacaembu.jhtm>. Acesso em 7 jun. 14.

34 Torcedor morto em jogo do Corinthians é enterrado na Bolívia. São Paulo: Uol. Disponível em: < http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/libertadores/ultimas-noticias/2013/02/23/torcedor-morto-em-jogo-do-corinthians-e-enterrado-na-bolivia.htm>. Acesso em 7 jun. 2014.

³⁵ Jornal: Condenada, CBF se defende de acusação de “Máfia do Apito”. Disponível em: <http://esportes.terra.com.br/futebol/jornal-condenada-cbf-se-defende-de-acusacao-de-quotmafia-do-apitoquot,4ac80f3e4389a310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html>. Acesso em: 31 maio 2014. Grifo acrescentado.


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